Terremoto de 1989: Lições para o México na Copa do Mundo de 2026
O terremoto de 1989 em San Francisco traz lições cruciais para o México, que se prepara para a Copa do Mundo de 2026. Descubra como o país se adapta!
O terremoto de 1989 e suas lições para o México
No dia 17 de outubro de 1989, a Baía de San Francisco estava tranquila, com milhares de pessoas assistindo ao jogo entre os Giants de San Francisco e os Athletics de Oakland. De repente, um terremoto de magnitude 6,9 na escala Richter abalou a região, poucos minutos antes do início do terceiro jogo da Série Mundial.
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O tremor interrompeu o evento esportivo mais aguardado do ano, resultando em 67 mortes e danos significativos, incluindo no estádio Candlestick Park. Apesar do impacto, o estádio e muitos edifícios resistiram, evitando uma tragédia ainda maior.
Após o desastre, as normas de construção na cidade foram revisadas, e houve melhorias na preparação para futuros desastres. O que ocorreu naquela tarde em San Francisco, há quase 37 anos, evidenciou que um terremoto pode acontecer a qualquer momento, mesmo durante grandes eventos esportivos.
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Essa reflexão é especialmente relevante para o México, que se localiza em uma das áreas com maior atividade sísmica do mundo e será uma das sedes da Copa do Mundo de 2026.
Preparativos para a Copa do Mundo de 2026
A Copa do Mundo, que começará em 11 de junho de 2026, deve atrair milhares de turistas, muitos sem experiência em situações de terremoto. O arquiteto Iván Salcido Macías destaca a importância de estar preparado para um possível tremor durante o evento.
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Ele lembra que, na Copa do Mundo de 1986, as marcas do terremoto de 1985 ainda estavam frescas na memória da população. “Os moradores da Cidade do México sabem que pode tremer a qualquer momento, mas os visitantes não têm essa consciência”, afirma.
Em 2026, o México já registrou dois alertas sísmicos. Um terremoto de magnitude 6,5 ocorreu em Guerrero em 2 de janeiro, seguido por outro tremor de 5,6 em Oaxaca em 4 de maio. Salcido acredita que muitos turistas podem ficar paralisados em caso de um terremoto, ressaltando a necessidade de um bom preparo das autoridades para lidar com essa situação.
Protocolos de emergência e conscientização
A arquiteta Myriam Urzúa Venegas, responsável pela Gestão Integral de Riscos e Proteção Civil da Cidade do México, informou que serão distribuídos folhetos com orientações sobre o que fazer em caso de terremoto em locais como aeroportos e hotéis.
Ela recomenda que, se alguém estiver em um andar alto, permaneça no local até o fim do tremor e desça de forma ordenada após isso. Urzúa também mantém contato com empresas em áreas vulneráveis, onde muitos turistas poderão se hospedar.
Salcido observa que os edifícios construídos após 1985 têm se mostrado mais resistentes, mas ainda há imóveis que precisam de melhorias. Ele espera que, em um futuro terremoto, os danos sejam menores do que os registrados anteriormente. A cultura de prevenção no México tem avançado, com revisões regulares das normas de construção e a realização de simulados de emergência, embora a população ainda não leve esses exercícios a sério.
Desafios durante a Copa do Mundo
O Estádio Cidade do México, que sediou a Copa do Mundo em 1970 e 1986, será palco novamente em 2026. Com reforços estruturais, o estádio deve estar preparado para um evento em uma área sísmica. O engenheiro Alcocer Martínez destaca que a integridade estrutural é essencial, mas também é crucial ter pessoal treinado para orientar o público em caso de emergência.
Além disso, a Secretaria de Proteção Civil da capital está implementando um protocolo de emergência que inclui a mobilização de funcionários e recursos para atender a população durante a Copa do Mundo. A preocupação com a segurança é evidente, especialmente em relação ao atendimento de feridos e à manutenção do fornecimento de energia elétrica durante os jogos.
Considerações finais sobre a segurança
Salcido Macías enfatiza que a Cidade do México enfrenta desafios únicos devido ao seu solo, que amplifica as ondas sísmicas. A construção sobre o antigo lago de Texcoco torna a capital vulnerável a terremotos. A preparação e a conscientização são fundamentais para garantir a segurança de todos durante a Copa do Mundo de 2026, especialmente para aqueles que podem não estar familiarizados com situações de emergência.