Tereos encerra ciclo 2025/26 com prejuízo histórico de US$ 686 milhões e prevê mais quedas

Tereos encerra o ciclo 2025/26 com prejuízo recorde de US$ 686 milhões, revertendo lucro anterior. Quais os impactos e as projeções para o futuro? Descubra!

(Imagem de reprodução da internet).

Tereos Encerra Ciclo 2025/26 com Prejuízo Recorde

A Tereos, produtora francesa de açúcar e etanol, finalizou o ciclo 2025/26 registrando o maior prejuízo de sua trajetória: US$ 686 milhões (€ 590 milhões), revertendo o lucro de US$ 152 milhões (€ 131 milhões) obtido no ano anterior. A empresa já prevê nova queda nos resultados para o ano financeiro atual.

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A informação foi divulgada nesta quinta-feira (27).

O resultado negativo foi influenciado pela diminuição no volume de cana processada nas unidades brasileiras, pela pressão cambial e por um ajuste contábil de desvalorização de ativos que totalizou US$ 580 milhões (€ 499 milhões). Embora não tenha impacto em caixa, esse ajuste afetou o balanço final da companhia.

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A receita total da Tereos caiu de US$ 6,9 bilhões (€ 5,93 bilhões) para US$ 5,97 bilhões (€ 5,13 bilhões) durante o período.

Projeções para 2026/27

Para o ciclo 2026/27, a Tereos estima um EBITDA entre US$ 319 milhões e US$ 407 milhões (€ 275 milhões e € 350 milhões), valor inferior aos US$ 484 milhões (€ 416 milhões) registrados no ciclo anterior. Atualmente, a empresa opera cinco usinas de cana-de-açúcar no Brasil, e os resultados no país devem apresentar uma queda significativa no próximo ciclo, refletindo a redução dos preços do açúcar no mercado global no último ano.

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Para enfrentar esse período de dificuldades, a cooperativa anunciou cortes nas despesas de capital (CapEx), intensificação das medidas de redução de custos e a continuidade na venda de ativos não estratégicos. Em fevereiro, a Tereos, localizada no interior de São Paulo, operava abaixo da capacidade instalada devido a incêndios que afetaram as lavouras de cana-de-açúcar em 2024.

Mercado Global de Açúcar

As cotações do açúcar, pressionadas pelo aumento da oferta global, atingiram os menores níveis em cinco anos. A queda se acentuou novamente nesta semana, após a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia informar que a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil para a safra 2026/27 aumentou 55,3% em relação à safra anterior, totalizando 2,475 milhões de toneladas.

Essa alta foi impulsionada pela qualidade da cana, com um rendimento de sacarose por tonelada 5,4% superior ao mesmo período do ano passado.