Tensões entre EUA e Irã se intensificam com ameaças de Donald Trump e exercícios militares no Oriente Médio. O que pode acontecer a seguir? Clique e descubra!
O presidente dos EUA, Donald Trump, renovou suas ameaças de atacar o Irã caso o país não aceite negociar um novo acordo nuclear. Isso ocorre enquanto as forças americanas realizam um exercício aéreo prolongado no Oriente Médio, aumentando a presença militar de Washington na região.
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Os exercícios visam aprimorar a capacidade da Força Aérea dos EUA de deslocar rapidamente pessoal e aeronaves, além de operar a partir de locais dispersos. O Comando Central das Forças Aéreas dos EUA informou que o treinamento também demonstra a habilidade dos aviadores em realizar missões de combate em condições desafiadoras.
Na quarta-feira (28), Trump reiterou seu aviso anterior, afirmando que o Irã deve alcançar um acordo nuclear “justo e equitativo”, ou enfrentará um ataque ainda mais severo do que os realizados no ano passado. Ele postou no Truth Social que “o tempo está se esgotando”.
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que as forças armadas do país estão prontas para responder de forma “imediata e poderosa” a qualquer agressão. Ele também reafirmou a disposição do Irã para um acordo nuclear justo.
As tensões em torno do programa nuclear iraniano aumentaram desde que Trump retirou os EUA do acordo de 2015 e reimpôs sanções. O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln já está na região, conforme informado pelo CENTCOM.
Trump ainda está avaliando suas opções em relação ao Irã, sem indicar uma decisão definitiva. Ele mencionou que “muitos navios” estão se dirigindo à região como precaução, mas expressou o desejo de evitar conflitos.
O Irã intensificou sua retórica, afirmando que qualquer ataque dos EUA seria respondido de maneira devastadora. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou que a chegada de navios de guerra não afetará a determinação defensiva do país.
Cartazes em Teerã ameaçam a destruição de porta-aviões americanos, refletindo a crescente tensão. O CENTCOM informou que os exercícios militares ocorrerão em coordenação com os países anfitriões, respeitando a soberania local.
A União Europeia enfrenta pressão para incluir a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) na lista de organizações terroristas. Oficiais se reunirão para discutir novas sanções e a possível designação da IRGC, que tem sido utilizada para reprimir protestos no Irã.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, expressou apoio à medida, enquanto seu homólogo israelense, Gideon Sa’ar, pediu à UE que adotasse essa designação. O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, também planeja propor essa designação na próxima reunião.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.