Tensão na chapa da direita em SP! Tarcísio busca reeleição com aliados incertos. André do Prado e Felício Ramuth na disputa? PSD em negociações tensas com o governador. Saiba mais!
A definição da composição da chapa da direita para as eleições em São Paulo ainda está em aberto, com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) buscando a reeleição. Até o momento, nomes como André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) – PL, e Felício Ramuth, ex-vice-governador do PSD, figuram como possíveis companheiros de chapa para disputar uma vaga no Senado.
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A situação, no entanto, é complexa, com negociações em andamento entre as diferentes legendas que compõem a base de apoio do governador.
Um ponto crucial nas tratativas é o PSD de Gilberto Kassab, que atualmente ocupa a vice-governadoria com Felício Ramuth, cuja saída do partido é praticamente certa. Kassab, além de secretário de Governo do Estado, busca garantir um espaço na chapa, o que pode ser um desafio diante das divergências entre Tarcísio e o líder do partido.
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Para formalizar a chapa, Tarcísio convocou uma reunião com governadores como Ratinho Jr. (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás), buscando alinhar os interesses das legendas. A definição do PSD ainda é incerta, com a possibilidade de o partido manter o comando da Secretaria de Governo e disputar uma vaga no Senado, embora essa opção pareça menos provável.
A disputa por vagas no Senado e na chapa entre as legendas é marcada por tensões, com Tarcísio sendo descrito por aliados como uma figura difícil de agradar. A relação entre os dois líderes se intensificou após declarações de Kassab, em fevereiro, questionando a necessidade de Tarcísio se alinhar formalmente com o PL e enfatizando a importância da sua própria identidade em relação a Jair Bolsonaro.
Nas tratativas, o equilíbrio entre a governabilidade entregue por Gilberto Kassab e o apoio do eleitorado é um fator determinante. Apesar da forte estrutura municipal do PSD, com 206 prefeitos entre os 645 municípios de São Paulo, o PL, com sua mobilização e foco em figuras como Flávio Bolsonaro, exerce pressão sobre Tarcísio para se alinhar à legenda.
Mariana Chaise, professora do Departamento de Ciência Política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), destaca que o PSD oferece estabilidade institucional e uma quantidade significativa de prefeituras, mas o PL possui ativos mais valiosos para uma disputa eleitoral imediata. “O Kassab oferece uma quantidade imensa de prefeituras, o que não é nada desprezível, é muito importante”, afirma Chaise.
Lincoln Telhado, cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB), avalia que o PSD deve permanecer no papel de bastidor nas articulações, buscando compor a chapa com Tarcísio. O partido tem intensificado a estratégia de filiar quadros consolidados de outras siglas, atraindo lideranças com base eleitoral consolidada e capital político próprio, como tem se visto no Senado.
A definição da chapa da direita em São Paulo ainda é incerta, com negociações complexas entre as legendas e tensões entre os líderes. O equilíbrio entre a governabilidade, o apoio do eleitorado e a busca por um espaço para Gilberto Kassab serão fatores cruciais para o sucesso da candidatura de Tarcísio de Freitas nas eleições de 2026.
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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.