Irã e EUA: Tensão nas Negociações em Istambul
O Irã não demonstra “nem otimismo nem pessimismo” em relação às conversas com os Estados Unidos em Istambul, na Turquia, conforme informou uma fonte diplomática iraniana à Reuters nesta terça-feira (3). A fonte destacou que o regime iraniano não está disposto a negociar suas capacidades defensivas.
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O programa de mísseis balísticos do Irã é visto como um elemento crucial de sua defesa, e esse tema deve ser um dos pontos de discussão para um possível acordo com os EUA. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou que o país não firmará um novo acordo nuclear que não seja “justo para todas as partes”.
Reações e Ameaças
Trump mencionou o envio de um porta-aviões, o Abraham Lincoln, e caças F-35 como parte da estratégia americana. Em resposta, autoridades iranianas rejeitaram a ideia de negociações sob pressão. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que as conversas só ocorrerão em condições favoráveis.
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Araghchi também enfatizou que as Forças Armadas do Irã estão preparadas para responder de forma “imediata e poderosa” a qualquer agressão contra o país. A escalada das tensões entre Irã e EUA começou neste ano, impulsionada por protestos internos devido à inflação elevada, que levaram a população a se manifestar contra o regime.
Consequências dos Protestos
Trump alertou que “atacaria com força total” caso o governo iraniano reprimisse violentamente as manifestações, afirmando que os EUA estavam “prontos e armados”. Durante os protestos, um bloqueio de internet foi imposto no Irã, conforme relatado por grupos de direitos humanos.
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Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, declarou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o “início de uma guerra”, aumentando ainda mais a tensão entre as nações.
