Tensão entre EUA e Alemanha cresce após ameaças de Trump sobre tropas na Europa

A tensão entre EUA e Alemanha atinge novo patamar! Donald Trump ameaça retirar tropas americanas, gerando reações intensas. Descubra os detalhes dessa crise!

01/05/2026 09:41

4 min

Tensão entre EUA e Alemanha cresce após ameaças de Trump sobre tropas na Europa
(Imagem de reprodução da internet).

Conflito entre EUA e Alemanha se Intensifica

A tensão entre os Estados Unidos e a Alemanha alcançou novos níveis, com o presidente americano Donald Trump ameaçando retirar tropas americanas do território alemão devido a divergências sobre a campanha militar no Irã. Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que “os Estados Unidos estão estudando e revisando a situação, com uma decisão a ser tomada em breve”, na noite de quarta-feira (29).

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Na quinta-feira (30), ao ser questionado sobre a possibilidade de cortes nas tropas, Trump comentou: “Quer dizer, eles não têm colaborado muito. Sim, provavelmente […] Por que eu não deveria? A Itália não tem ajudado em nada. A Espanha tem sido horrível.

Absolutamente.” Essas declarações ocorrem em um contexto de desentendimentos entre a Europa e Washington sobre a abordagem dos EUA em relação à guerra no Irã.

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Reações e Críticas

O chanceler alemão, Friedrich Merz, gerou a ira de Trump com comentários feitos na segunda-feira (27), nos quais criticou o governo americano por não ter uma estratégia clara para encerrar o conflito. Atualmente, há 36.436 militares americanos na Alemanha, conforme dados do Centro de Dados de Recursos Humanos da Defesa dos EUA, divulgados em dezembro de 2025, um número que supera o de outros países europeus.

Trump já havia ameaçado reduzir a presença militar no país em 2020, durante seu primeiro mandato, quando Angela Merkel era a chanceler. Em dezembro, mais de 12.600 militares americanos estavam ativos na Itália e mais de 3.800 na Espanha.

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Desentendimentos sobre a Guerra no Irã

A tensão entre os líderes europeus e o governo Trump aumentou devido à guerra iniciada pelos EUA sem a notificação da maioria dos aliados da Otan. Os países europeus se mostraram relutantes em se envolver diretamente no conflito, defendendo a busca por uma solução diplomática.

Em resposta, Trump ameaçou desconsiderar a aliança militar, chamando-a de “tigre de papel”. A Alemanha, assim como outros países europeus, ofereceu apoio militar limitado, permitindo o uso de sua infraestrutura, mas não como base para ataques diretos.

Merz também se comprometeu a oferecer mais assistência sob a condição de que o conflito entre em uma fase pós-guerra, incluindo a possibilidade de participar de uma missão internacional de estabilização. Recentemente, Berlim anunciou o envio de um navio caça-minas ao Mar Mediterrâneo em preparação para esforços de estabilização, assim que um fim definitivo às hostilidades for alcançado.

Reações de Outros Líderes e a Situação Atual

O ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, expressou à ANSA que não compreendia os motivos dos comentários de Trump, ressaltando que a Itália se ofereceu para realizar uma missão de proteção à navegação, um gesto que foi bem recebido pelos militares dos EUA.

A postura de Merz em relação à guerra também evoluiu; inicialmente, ele insistiu que “não é o momento de dar lições aos aliados”, mas seu tom mudou após uma visita aos EUA em março, quando afirmou não ver uma estratégia clara.

A divergência entre Berlim e Washington se acentuou na segunda-feira (27), quando Merz criticou as tentativas dos EUA de se desvencilhar de uma guerra sem objetivos definidos. Ele afirmou que a situação é “mal pensada” e expressou o desejo de que a guerra termine rapidamente.

Na terça-feira (28), Trump atacou Merz diretamente, afirmando que o chanceler acredita que é aceitável que o Irã possua armas nucleares.

Busca por Conciliação

Merz, reconhecendo a ameaça representada por Teerã, reiterou que o Irã não deve ter armas nucleares. Posteriormente, ele tentou minimizar a disputa com Trump, afirmando que seu relacionamento é “bom” e destacando os impactos negativos da guerra na economia e no fornecimento de energia da Alemanha.

Após o anúncio de Trump sobre a possível retirada de tropas, Merz reafirmou a importância da aliança transatlântica para Berlim, enfatizando que essa parceria é crucial.

Desde o retorno de Trump ao cargo, as autoridades alemãs conseguiram, em grande parte, evitar críticas severas, mas a situação atual parece ter mudado drasticamente. A tensão entre os dois países continua a ser um tema central nas relações internacionais.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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