Tensão em Beirute: Netanyahu intensifica ataques e provoca reações globais
Beirute vive momentos de tensão após Netanyahu ordenar ataques em Dahiyeh, complicando a mediação entre EUA e Irã. Entenda as consequências dessa escalada
Conflito em Beirute: Escalada de Tensão e Reações Internacionais
As ruas de Beirute, a capital do Líbano, estavam lotadas nesta segunda-feira (1º), com moradores fugindo dos subúrbios do sul da cidade, conhecidos como Dahiyeh. A movimentação intensa ocorreu após a ordem do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que sinalizou uma escalada no conflito, complicando ainda mais os esforços de mediação entre os Estados Unidos e o Irã.
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, destacou que os ataques israelenses no Líbano estão entre os fatores que atrasam o processo diplomático para o fim da guerra entre os EUA e o Irã.
Netanyahu e o Ministro da Defesa, Israel Katz, determinaram que as forças armadas israelenses atacassem “alvos terroristas” nos subúrbios de Beirute, em resposta às “repetidas violações” do cessar-fogo e aos “ataques contra nossas cidades e cidadãos” por parte do Hezbollah, conforme um comunicado do gabinete de Netanyahu.
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Embora Israel tenha bombardeado Dahiyeh nas primeiras semanas do conflito, apenas dois ataques foram realizados na região desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova estratégia militar.
Intensificação das Hostilidades e Consequências Humanitárias
A ordem de Netanyahu surgiu após um fim de semana marcado por intensificação das hostilidades no sul do Líbano, onde tropas israelenses tomaram um castelo de 900 anos de história. As autoridades libanesas relataram que mais de 3.370 pessoas perderam a vida no país devido aos ataques israelenses desde 2 de março, quando o Hezbollah começou a disparar contra Israel em apoio ao Irã, que estava sob ataque conjunto americano e israelense.
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Israel, por sua vez, informou que 24 de seus soldados e quatro civis foram mortos no mesmo período.
Israel estabeleceu uma zona de segurança autodeclarada no sul do Líbano, onde tem devastado aldeias, alegando que o objetivo é proteger o norte de Israel de militantes do Hezbollah que possam se infiltrar em áreas civis. A guerra no Líbano tem se mostrado uma das fases mais sangrentas do conflito entre os EUA e Israel contra o Irã, forçando mais de um milhão de pessoas a deixar suas casas, conforme afirmam as autoridades libanesas.
Reunião de Emergência e Diplomacia Internacional
Em resposta à escalada da violência, a França convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para esta segunda-feira (1º). Desde o início das hostilidades, os Estados Unidos têm promovido encontros entre representantes dos governos de Israel e do Líbano, apesar das objeções do Hezbollah.
Uma fonte libanesa envolvida nas negociações afirmou que o anúncio de Netanyahu nesta segunda-feira reflete a deterioração das conversas diplomáticas lideradas pelos EUA nos últimos dias.
Um funcionário americano revelou que o secretário de Estado, Marco Rubio, conversou com o presidente libanês, Joseph Aoun, e com Netanyahu sobre as negociações entre Israel e Líbano, propondo um plano para uma “desescalada gradual”. O plano sugere que, como primeiro passo, o Hezbollah cesse todos os ataques contra Israel, enquanto Israel se comprometeria a não intensificar o conflito em Beirute.
Aoun tentou avançar com a proposta, mas o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, que é próximo ao Hezbollah, afirmou que a responsabilidade de parar os ataques cabe a Israel.