Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é denunciado por feminicídio de Gisele Alves Santana em SP

Ministério Público de São Paulo denuncia tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto por feminicídio da soldado Gisele Alves Santana. Detalhes chocantes emergem!

4 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Denúncia do Ministério Público de São Paulo

O Ministério Público de São Paulo divulgou, nesta quarta-feira (18), evidências que indicam que o tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto, exigia relações sexuais da soldado Gisele Alves Santana em troca do pagamento das contas da residência.

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As mensagens trocadas entre os dois, obtidas do celular do tenente-coronel, revelam que ele expressava insatisfação com a falta de “investimento” da vítima na relação, detalhando os valores das despesas que arcava mensalmente.

“Eu invisto todos os meses, 3 mil reais de aluguel, 2 mil reais de condomínio, 500 reais de água e luz, 500 reais de gás, além das compras do mercado e de todas as saídas que pago sozinho (…) e você investe quanto? Não tem dinheiro, beleza.

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Investe amor, carinho, atenção, dedicação, sexo…. mas nem isso você faz”, escreveu ele. Gisele, por sua vez, manifestou seu desejo de se separar, afirmando: “Por mim separamos”, em 2 de fevereiro, poucos dias antes do crime.

Acusações e Prisão

O Ministério Público denunciou o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto pela morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, que foi encontrada baleada no apartamento do casal, localizado no Brás, região central de São Paulo. A denúncia, que foi obtida pela CNN Brasil, acusa o oficial de feminicídio, alegando que o crime foi motivado por razões torpes e que ele utilizou um recurso que dificultou a defesa da vítima.

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Além disso, ele é acusado de fraude processual por tentar simular um suicídio após o ato.

Na manhã desta quarta-feira (18), o tenente-coronel foi detido pela Polícia Militar em sua residência em São José dos Campos, interior de São Paulo. Segundo o Ministério Público, o crime ocorreu no dia 18 de fevereiro, por volta das 7h28. A acusação relata que, durante uma discussão, o tenente-coronel teria segurado a cabeça da vítima e disparado uma arma contra o lado direito de seu crânio.

Após o disparo, ele teria manipulado a cena do crime para dar a impressão de suicídio.

Contexto do Relacionamento

A denúncia descreve o relacionamento entre o casal como repleto de violência. Os promotores afirmam que o oficial apresentava um comportamento possessivo e controlador, com episódios de agressões físicas e psicológicas. Além disso, há relatos de que ele exigia relações sexuais em troca do pagamento das despesas da casa e tentava isolar Gisele de seus familiares e amigos.

Mensagens extraídas do celular do tenente-coronel corroboram essa narrativa. Em uma delas, Gisele expressa seu desejo de se separar e menciona ter sido agredida dias antes do crime. Em outra, o oficial descreve um modelo de relacionamento que submete a mulher.

A acusação sugere que o feminicídio foi motivado pela intenção da vítima de se divorciar.

Desdobramentos da Investigação

Antes de sua morte, Gisele pediu ajuda aos pais, afirmando que não aguentava mais a relação. O Ministério Público também alega que o tenente-coronel pode ter utilizado sua posição para influenciar testemunhas e interferir na investigação. Há indícios de que ele exercia forte influência sobre seus subordinados e desrespeitou orientações sobre a preservação da cena do crime.

Diante das evidências reunidas, o MP solicitou a prisão preventiva do oficial e seu afastamento do cargo, citando risco à ordem pública e à investigação. O caso, que inicialmente foi registrado como suicídio, passou a ser tratado como morte suspeita e, posteriormente, como possível feminicídio.

Laudos periciais e contradições na versão apresentada pelo marido levaram à mudança na linha de investigação. A Justiça decretou a prisão preventiva do tenente-coronel, e o caso será analisado pelo Tribunal do Júri. A defesa do oficial nega as acusações, sustentando que a policial cometeu suicídio.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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