Tenente-coronel é acusado de ameaçar primo da esposa
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto teria ameaçado um primo da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, devido a interações entre eles nas redes sociais. De acordo com um relatório da Polícia Civil, o incidente ocorreu após o familiar comentar em uma foto de Gisele na internet.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Mensagens extraídas do celular de Geraldo revelam a “cobrança” feita a ele.
Em uma conversa direta, o tenente-coronel enviou ao primo de Gisele a seguinte mensagem: “Boa tarde. Eu sou marido da Gisele. Eu tenho acesso às redes sociais dela e ela nas minhas redes sociais. Eu que printei as conversas suas com ela. Acho que você está com muita conversa com a minha esposa.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Então, meu amigo, se orienta, blz!” O episódio, que aconteceu em 6 de fevereiro de 2025, gerou ciúmes no tenente-coronel, mesmo se tratando de um familiar.
Regras de relacionamento e controle coercitivo
O relatório final da Polícia Civil de São Paulo indicou que Geraldo Leite Rosa Neto impôs “regras de casados” que deveriam ser seguidas por Gisele Alves Santana. As investigações revelaram que ele exercia um controle severo sobre a esposa, monitorando sua aparência, comportamentos e até sua vida profissional.
LEIA TAMBÉM!
Em mensagens trocadas no dia 13 de fevereiro, Gisele deixou claro que o relacionamento havia chegado ao fim e que não se sentia mais casada. Ela expressou seu desejo de se divorciar, solicitando documentos para formalizar a separação e afirmando: “Se considere divorciado”.
A mulher também mencionou que “acabou a admiração” e que “não tem como viver assim”.
Prisão do tenente-coronel e detalhes do crime
Geraldo Leite Rosa Neto foi preso na manhã de quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, após a Polícia Civil solicitar um mandado de prisão preventiva, que foi concedido pela Justiça Militar. Ele foi levado ao Presídio Militar Romão Gomes, no interior de São Paulo.
O crime ocorreu na manhã de 18 de fevereiro, por volta das 7h28. Durante uma discussão, o tenente-coronel teria segurado Gisele pela cabeça e, em seguida, disparado contra o lado direito do crânio dela. A acusação também aponta que houve demora no acionamento do socorro, com Geraldo chamando ajuda cerca de meia hora após o disparo, período em que teria alterado o local do crime.
Defesa do tenente-coronel
A defesa de Geraldo Leite Rosa Neto, representada pelo escritório de advocacia Malavasi Sociedade de Advogados, manifestou estar surpresa com a manutenção da competência das duas jurisdições, tanto da Justiça Militar quanto da Justiça Comum. O advogado afirmou que o tenente-coronel não se ocultou e colaborou com as autoridades desde o início das investigações.
A defesa também destacou que já foi ajuizada uma reclamação perante o STJ contra o decreto da Justiça Militar e que estão sendo estudadas outras medidas legais. Além disso, o escritório ressaltou que informações sobre a vida privada de Geraldo têm sido divulgadas de forma descontextualizada, causando danos à sua honra e dignidade.
