Tempestade tropical Isaias vira furacão e deve atingir costa dos EUA no sábado

Furacão Isaias deve atingir categoria 3 ou superior, com alerta para interrupção na produção de petróleo e gás no Golfo do México.

Imagem de satélite da tempestade tropical Isaias em 7 de outubro de 2026

A tempestade tropical Isaias se intensificou e virou um furacão que deve atingir a costa sul dos Estados Unidos na madrugada deste sábado (10). O fenômeno se formou no Golfo do México na quarta – feira (7) e, segundo o NHC (Centro Nacional de Furacões), traz risco de fortes chuvas, ondas de tempestade e tornados em vários estados.

A previsão é que o furacão atravesse áreas com grande produção de petróleo e gás em alto mar, além de refinarias em terra. Isso pode pressionar os estoques e elevar ainda mais os preços dos combustíveis, que já estão altos.

Alerta para furacão de grande porte

Michael Brennan, diretor do NHC, afirmou em uma coletiva em vídeo na quarta – feira que o Isaias deve se tornar um furacão “grande” — de categoria 3 ou superior — ao chegar ao continente. Ele destacou que o sistema tem potencial para causar “múltiplos impactos com risco de vida, decorrentes de ondas de tempestade, inundações causadas por chuvas intensas e ventos com força de furacão”.

A população dos estados na rota do furacão foi orientada a se preparar para possíveis evacuações e interrupções no fornecimento de energia elétrica. As autoridades monitoram de perto a evolução do fenômeno.

Impacto na produção de petróleo e gás

A Administração de Minerais Marinhos, que fiscaliza as operadoras de petróleo e gás offshore no Golfo do México, informou na quarta – feira que funcionários foram retirados de oito plataformas de produção e duas plataformas sem posicionamento dinâmico.

A medida foi tomada como precaução diante da aproximação da tempestade.

De acordo com a agência, cerca de 25% da produção atual de petróleo no Golfo foi interrompida, o que equivale a 511.619 barris por dia. Além disso, pouco mais de 350 milhões de pés cúbicos por dia de gás natural também deixaram de ser produzidos, representando aproximadamente 16,4% do total da região.

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Entre as empresas mais expostas à tempestade estão a BP, a Chevron, a ENI, a Murphy Oil e a Shell. A interrupção na produção pode afetar o abastecimento e os preços dos combustíveis nos próximos dias.