A Copinha de 2026 revelou talentos promissores com o uso de tecnologia! Descubra como plataformas como CUJU e E-Scout transformam o futebol.
Sites e aplicativos desempenharam um papel crucial na identificação de talentos para a Copinha de 2026, que teve o Cruzeiro como campeão no domingo (25). O CUJU, uma plataforma de origem alemã, utiliza inteligência artificial para analisar os fundamentos técnicos dos atletas.
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Com mais de 150 mil jogadores cadastrados, a ferramenta permite avaliar a performance dos atletas por meio de exercícios padronizados, acessíveis de qualquer lugar.
Entre os clubes que adotaram essa tecnologia está o Barra, de Santa Catarina. Os jovens Ryan Granja, de 18 anos, e Enrico Colossi, de 15, participaram da Copinha pelo time catarinense após serem analisados pelo aplicativo. Ambos foram finalistas do projeto “A Jornada”, promovido pelo CUJU no ano anterior.
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“A Copinha é um ambiente único para demonstrar como a tecnologia pode apoiar o futebol em diversas áreas, não se limitando apenas à identificação de talentos”, afirmou Sven Muller, CMO do CUJU, em comunicado à imprensa. “Plataformas como o CUJU auxiliam os clubes a organizar informações, padronizar avaliações e criar um histórico estruturado do desenvolvimento dos atletas, funcionando como um suporte adicional ao trabalho das comissões técnicas”, completou.
Durante a competição, a cobertura de olheiros foi integral, com a E-Scout, uma plataforma especializada na avaliação do futebol de base brasileiro, acompanhando todos os jogos. A empresa conta com cerca de 20 mil atletas cadastrados, sendo 12.145 com avaliações técnicas completas, realizadas por analistas especializados.
Neste ano, mais de 1.531 atletas foram avaliados e 252 partidas analisadas.
Alguns clubes também estão desenvolvendo tecnologias internas para modernizar o scouting e a avaliação dos atletas. O Fortaleza, por exemplo, criou uma plataforma própria para direcionar os jogos que devem ser observados por cada olheiro e analista.
O clube utiliza essas ferramentas para monitorar aspectos fisiológicos e de desempenho dos jogadores.
“Com o apoio dessas plataformas, a base do Tricolor de Aço consegue monitorar milhares de atletas. Mensalmente, são analisadas mais de mil possibilidades, tornando essas ferramentas grandes aliadas na captação de talentos”, destacou Erisson Matias, Gerente das Categorias de Base do clube.
No Santos, a tecnologia é utilizada de forma integrada nas áreas de saúde e desempenho, com ferramentas que incluem sensores de movimento por GPS e o chamado GPS de chuteira, que gera dados sobre chutes, velocidade e deslocamentos dos atletas. “Essa tecnologia começou a ser implementada há cerca de dois anos e já está presente em todas as categorias: feminino, masculino e base”, afirmou Dr.
Rodrigo Zogaib, coordenador da Área de Saúde do Santos FC.
Enquanto isso, o Internacional utiliza questionários para coletar dados sobre sono, recuperação e dores corporais, além do uso diário de GPS nos treinamentos. O clube mantém um banco de dados com avaliações físicas ao longo da temporada, tudo monitorado em tempo real com iPads.
Na captação de novos atletas, o time combina plataformas de análise de vídeo e dados, ferramentas administrativas e recursos de inteligência artificial para ampliar o alcance das observações.
“O uso integrado dessas tecnologias nos permite ter um controle mais preciso da carga física, da recuperação e do desenvolvimento dos atletas, além de tornar o processo de captação mais organizado e eficiente”, afirmou Fernando Rech, Diretor de Futebol, Formação e Transição das categorias de base.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.