Técnico Amir Ghalenoei critica restrições de viagem que afetam seleção do Irã antes de jogo
Amir Ghalenoei denuncia as restrições de viagem que dificultam a preparação da seleção iraniana, impactando o desempenho da equipe em meio a tensões políticas
Técnico do Irã critica restrições de viagem antes de jogo
O técnico da seleção iraniana, Amir Ghalenoei, afirmou nesta segunda-feira que sua equipe está sendo “oprimida” devido a mudanças de última hora nos planos de viagem, em decorrência das tensões entre o Irã e os Estados Unidos. Ele destacou que essa interrupção impactou o desempenho da equipe após o empate em 2 a 2 com a Nova Zelândia.
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A federação iraniana de futebol negociou a transferência do centro de treinamento da equipe do Arizona para o México, em meio à incerteza sobre os vistos americanos e à percepção de que a presença da seleção nos Estados Unidos deveria ser minimizada, conforme relatou o embaixador do Irã no México à Reuters.
Ghalenoei, de 62 anos, mencionou que a equipe enfrentou mais dificuldades, já que esperava permanecer em Los Angeles durante a noite de segunda-feira, mas foi obrigada a retornar imediatamente ao México.
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Desafios enfrentados pela equipe iraniana
“Deveríamos ficar aqui esta noite para nos recuperar e voltar amanhã ao meio-dia, mas não nos permitiram”, disse Ghalenoei. “Para ser honesto, não faço ideia do porquê. Acho que talvez a nossa de toda a Copa do Mundo.” O técnico também criticou o tratamento injusto recebido pela seleção iraniana, ressaltando que a equipe passou muito tempo em deslocamento e não teve a oportunidade de se aclimatar adequadamente.
“Mesmo hoje à noite, logo após a partida, nos disseram que tínhamos que ir embora, sendo que hoje é o momento mais importante para o nosso próximo jogo, quando precisamos nos recuperar e nos preparar. Mas, em vez disso, temos que pegar um avião e voltar para Tijuana.
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Isso também está nos causando muita dificuldade”, completou.
Reações dos jogadores e da comissão técnica
O atacante iraniano Mehdi Taremi também comentou sobre as restrições, afirmando que elas estão prejudicando o desempenho da equipe no torneio. “Não é bom para nós. Acho que não é bom para o futebol”, disse Taremi, que pediu mais apoio da FIFA.
Ele descreveu a situação caótica da viagem de Tijuana para Los Angeles e lamentou a falta de tempo para se ambientar na cidade.
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“É uma situação muito ruim que afeta nossa equipe e nós só queremos paz”, afirmou Taremi, mencionando a visita do presidente da FIFA, Gianni Infantino, ao vestiário do Irã. Ghalenoei também destacou a ausência de membros importantes da comissão técnica, o que forçou os treinadores a assumirem responsabilidades adicionais no banco de reservas. “Muitos membros da nossa equipe de gestão não estão aqui”, disse ele.
Apesar dos contratempos, Ghalenoei elogiou a resiliência de seus jogadores, que conseguiram conquistar o empate, embora tenha notado que as exigências da viagem resultaram em cãibras para vários atletas, atribuídas à fadiga do deslocamento extra.