Entre abril e maio de 2026, o Complexo Cultural Funarte São Paulo, localizado no bairro de Campos Elíseos, receberá uma série de espetáculos teatrais. A programação, gratuita, é uma iniciativa da Cia. Mungunzá, que busca revitalizar o teatro de rua e reconstruir o Teatro de Contêiner, um projeto que teve suas atividades interrompidas em janeiro deste ano. A empresa, que já foi sede do grupo desde 2017, pretende realizar mais de 80 apresentações ao longo do ano.
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A primeira peça a ser apresentada é “AnonimATO”, com sessões nos dias 3, 4 e 5 de abril, às 16h, com uma sessão extra às 11h no dia 3. A obra, dirigida por Rogério Tarifa, com direção musical de Zimbher e dramaturgia de Verônica Gentilin, explora temas políticos e sociais através de oito personagens anônimos de uma grande cidade. A trama se desenvolve em um ato, onde os personagens se encontram e se transformam, abordando questões sobre a vida, a morte e a sociedade.
Nos dias 10 a 26 de abril, a partir das 19h30 às sextas e das 16h aos sábados e domingos, com uma sessão extra em 23 de abril às 19h30, será apresentada “Luis Antonio-Gabriela”, uma peça que conquistou prêmios como Shell, APCA, CPT e APLGBT. A obra, baseada na história real de Nelson Baskerville, diretor do espetáculo, explora a vida de Gabriela através de fotografias, diários, cartas e entrevistas com familiares e amigos. A dramaturgia apresenta diferentes pontos de vista sobre a história, incluindo a experiência de abuso sexual do irmão caçula e a busca da irmã pela identidade de Gabriela.
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Com direção de Isabel Teixeira, a peça “Elã” terá apresentações de 8 a 24 de maio, com sessões nos dias 6, 7 e 8 de maio, às sextas, às 19h30, e aos sábados e domingos, às 16h (com sessão extra em 21 de maio, às 19h30). A obra apresenta oito histórias interligadas que se cruzam em camadas sobrepostas, permitindo que o público escolha seu próprio ângulo na narrativa. As histórias se desenrolam em ambientes como a biblioteca, explorando a violência contemporânea e a vivência dos personagens na rua.
A Cia. Mungunzá, criada em 2008, desenvolve há 16 anos uma pesquisa cênica contínua, buscando alinhar arte, cultura e vida. A empresa trabalha com diretoras e diretores convidados, mantendo os processos cênicos vívidos. A pesquisa da Cia. Mungunzá se concentra na polifonia e no hibridismo das linguagens artísticas, propondo a encenação como dramaturgia e o ato performático como atuação. A Cia. busca fomentar o fazer artístico como prática política e social, extrapolando suas fronteiras com a criação do Teatro de Contêiner Mungunzá.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.
