TCU investiga Banco Central sobre liquidação do Banco Master! 🚨 Inspeção detalhada de 2019 a 2025 busca irregularidades e pode levar a medida cautelar. Jhonatan de Jesus cobra transparência e avalia riscos de efeitos irreversíveis
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou uma inspeção detalhada no Banco Central para investigar os procedimentos que levaram à liquidação extrajudicial do Banco Master. O despacho, emitido na segunda-feira, 5 de dezembro de 2026, foi direcionado à AudBancos, a divisão interna do TCU responsável por auditorias em instituições financeiras.
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O relator, Jhonatan de Jesus, expressou preocupação com a falta de documentação robusta nas explicações apresentadas pela autoridade monetária, deixando a porta aberta para uma medida cautelar.
A inspeção, que se estenderá de 2019 a 2025, visa analisar uma série de aspectos cruciais. Isso inclui as medidas de supervisão adotadas ao longo desse período, a avaliação de alternativas menos gravosas, a governança interna do BC e quaisquer divergências técnicas que possam ter surgido.
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Além disso, o TCU buscará examinar as propostas privadas apresentadas antes da liquidação e o papel do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), bem como as tentativas de reorganização societária.
O objetivo central da investigação é verificar a regularidade do processo administrativo. Jhonatan de Jesus esclareceu que o TCU não pretende substituir o Banco Central no julgamento prudencial sobre a liquidação. Ele enfatizou que o controle externo se concentra na regularidade do processo decisório.
A inspeção abrangerá a análise de alertas prudenciais emitidos antes da crise, a tempestividade da resposta do BC e a adequação da análise de alternativas privadas.
O tribunal também considerará a coerência e rastreabilidade do processo decisório. A investigação levará em conta reportagens que apontam para um crescimento acelerado do Banco Master a partir de 2019, impulsionado pela captação agressiva de recursos via CDBs.
O TCU avaliará se esse modelo de funding foi monitorado preventivamente. Diante da possibilidade de efeitos irreversíveis, como a alienação de ativos, o relator ressaltou a possibilidade de determinar uma medida cautelar contra o Banco Central, visando preservar o valor da massa liquidanda e a utilidade do controle externo.
A inspeção será conduzida por uma unidade técnica especializada do TCU, com máxima urgência e acesso integral aos processos internos do BC. Os auditores examinarão registros formais de reuniões, processos e manifestações técnicas e jurídicas, além da trilha documental de tratativas com potenciais compradores.
O Supremo Tribunal Federal (STF) também será comunicado da decisão, devido à existência de uma ação com tema relacionado tramitando na Corte. O processo no TCU permanece sob sigilo, em virtude do envolvimento de informações bancárias protegidas por lei.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.