Na segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, o Tribunal de Contas da União (TCU) recebeu uma representação solicitando que o Senado avalie a indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O documento, citado pelo jornal, aponta que Lobo possui um histórico de decisões favoráveis ao Banco Master, instituição que foi alvo de investigação pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025, devido a suspeitas de fraude.
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Alerta e Solicitação de Urgência
O subprocurador Lucas Rocha Furtado afirmou: “O ideal, a meu ver, seria a adoção de medida cautelar, de forma a impedir a realização da sabatina. No entanto, não sendo isso possível dentro das competências do TCU, resta-me propor o alerta sugerido, ao tempo que solicito que a emissão do alerta ocorra com a urgência que o caso requer”.
O pedido será analisado pela área técnica do TCU.
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Função da CVM e Indicação de Lobo
A CVM, vinculada ao governo brasileiro, é responsável por regular, normatizar, fiscalizar e desenvolver o mercado de valores mobiliários no Brasil, como ações, debêntures e fundos de investimento. Seu objetivo é garantir a transparência, proteger os investidores e assegurar o funcionamento do mercado de capitais.
Otto Lobo foi indicado para a presidência da autarquia após ter assumido interinamente a função em julho de 2025, sendo o diretor mais antigo da CVM.
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Controvérsias e Decisões de Lobo
A nomeação de Lobo para a presidência da CVM precisa ser votada pelo Senado. Em dezembro de 2025, Lobo gerou controvérsia ao acatar um recurso da Ambipar, empresa de gestão de resíduos, decidindo de forma diferente de um parecer anterior da CVM.
Segundo a área técnica da autarquia, o controlador da empresa, Tércio Borlenghi Júnior, junto ao investidor Nelson Tanure e ao Banco Master, havia atuado em conjunto para adquirir mais de 1/3 das ações em circulação da Ambipar no mercado, elevando o seu preço.
Com a decisão, acompanhada pelo diretor João Accioly, Lobo permitiu a aquisição de papéis dos minoritários, após Borlenghi Júnior ter aumentado sua participação na Ambipar.
Casos Apontados Durante a Gestão Interina
Ao longo dos seis meses em que Lobo atuou como presidente interino, a CVM lidou com casos complexos. Além da Ambipar, foram apontados, nesse período, problemas envolvendo a operação que identificou tentáculos da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) em instituições do mercado financeiro.
