Taxas dos DIs disparam em alta com pressão de Trump e tensão no mercado financeiro

Taxas dos DIs sobem em meio a tensões geopolíticas e ameaças tarifárias de Donald Trump à Europa. Descubra como isso impacta o mercado financeiro!

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(Imagem de reprodução da internet).

Taxas dos DIs encerram terça-feira em alta

As taxas dos DIs fecharam a terça-feira (20) em alta, acompanhando o aumento dos rendimentos dos Treasuries no exterior. Isso ocorre em meio às ameaças tarifárias do presidente dos EUA, Donald Trump, à Europa, que busca evitar que a Groenlândia seja adquirida pelos norte-americanos.

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No final da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,205%, com um aumento de 7 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 13,14%. Já a taxa do DI para janeiro de 2035 alcançou 13,82%, com uma elevação de 11 pontos-base em comparação ao ajuste de 13,708%.

Pressão sobre a Europa e reações do mercado

Após anunciar no fim de semana sua intenção de comprar a Groenlândia, Trump continuou a pressionar a Europa na segunda-feira (19). Ele expressou seu desejo pela ilha, que atualmente pertence à Dinamarca, sem afirmar se usaria a força, mas reiterou a ameaça tarifária.

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Em resposta, a União Europeia está avaliando suas opções. Nesta terça-feira, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que impor tarifas a países que se opõem ao controle da Groenlândia por Washington é “um uso apropriado de tarifas” no contexto geopolítico.

Impacto no mercado financeiro brasileiro

A insistência de Trump na aquisição da Groenlândia provocou uma fuga de ativos norte-americanos, resultando na venda de Treasuries e no aumento dos rendimentos desses títulos. No Brasil, as taxas dos DIs apresentaram ganhos significativos, com o contrato para janeiro de 2035 atingindo 13,855% (+15 pontos-base) logo no início do pregão.

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O dólar à vista também oscilou acima dos R$5,40. Ricardo Chiumento, superintendente da mesa de derivativos do BS2, comentou que o mercado abriu mais estressado do que nos dias anteriores, refletindo a tensão geopolítica e a aversão ao risco que impactou o real e a curva de juros.

Desenvolvimentos políticos e suas consequências

Durante a sessão, a notícia de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em Brasília, fez o dólar se aproximar da estabilidade e as taxas dos DIs diminuírem suas altas.

Chiumento observou que o mercado está mais sensível, especialmente pela falta de indicadores norte-americanos. A aproximação entre Tarcísio e Bolsonaro gerou especulações sobre uma possível candidatura de Tarcísio à presidência, embora o senador Flávio Bolsonaro já tenha lançado sua candidatura com o apoio do pai.

No entanto, o movimento gerado pela notícia sobre Tarcísio não se sustentou, e as taxas futuras voltaram a acelerar ao longo da tarde. No exterior, os rendimentos dos Treasuries continuaram a subir, pressionados pela fuga de ativos e por turbulências no mercado de títulos japonês.

Às 16h44, o rendimento do Treasury de dez anos, referência global para decisões de investimento, subia 6 pontos-base, alcançando 4,287%. O retorno do título de 30 anos avançava 8 pontos-base, atingindo 4,916%.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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