Despesas com Taxas de Pagamento no Assaí
Belmiro Gomes, presidente do Assaí, revelou que as taxas associadas aos meios de pagamento, que abrangem vale-alimentação, refeição e cartões de crédito e débito, já ultrapassam os gastos com energia elétrica das lojas. Essas taxas se tornaram a terceira maior despesa do grupo, ficando atrás apenas da folha de pagamento e do aluguel.
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O executivo enfatizou que as taxas do vale-alimentação e refeição têm um peso significativo e são superiores às taxas de outros métodos de pagamento. “As taxas cobradas no vale são maiores do que as do cartão de crédito, mesmo sem envolver o risco de inadimplência”, declarou em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Impacto nas Margens de Lucro
Belmiro destacou que o impacto dessas taxas é especialmente preocupante para negócios com margens de lucro reduzidas, como o atacarejo. “Se toda a venda fosse realizada por meio de vale, esse custo poderia até superar a folha de pagamento”, afirmou.
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A discussão sobre essas taxas ocorre em um contexto de judicialização das recentes mudanças no PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador). A Ticket, por exemplo, suspendeu temporariamente os efeitos do decreto do governo federal que altera as regras do programa, uma decisão que ainda pode ser contestada pela União.
Acompanhamento das Ações Judiciais
O presidente do Assaí mencionou que está atento às ações judiciais movidas pelas operadoras e expressou a expectativa de que o governo atue para manter as novas regras. “O governo está convencido de que as taxas são abusivas. A preocupação agora é evitar que essa discussão se prolongue por anos no Congresso ou no Judiciário”, afirmou.
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O Assaí tem apoiado, por meio de entidades do setor, iniciativas para revisar o modelo do PAT e reduzir os custos das transações. Segundo Belmiro, a correção do sistema é essencial “para garantir que o benefício chegue ao trabalhador sem distorções ao longo da cadeia”.
