A Suécia celebra a menor taxa de homicídios em mais de uma década! Descubra como novas estratégias policiais estão transformando a segurança no país.
Em 2025, a taxa de homicídios e assassinatos na Suécia caiu para o menor nível em mais de dez anos, conforme dados oficiais divulgados nesta terça-feira (31). Essa redução é atribuída a novas ferramentas e métodos que auxiliaram a polícia a combater a violência de gangues, um problema que afeta o país há duas décadas.
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O Conselho Nacional Sueco para a Prevenção do Crime (BRA) reportou que 84 pessoas foram assassinadas no ano passado, um número inferior às 92 registradas em 2024 e significativamente abaixo do pico de 2020, quando 124 homicídios foram contabilizados.
O BRA destacou que a queda nos casos de violência letal em 2025 representa o segundo ano consecutivo de redução, alcançando o nível mais baixo desde 2012.
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Essas estatísticas são um alívio para o governo de direita, que assumiu o poder após as eleições de 2022, em parte devido à promessa de enfrentar a violência de gangues, que havia elevado as mortes relacionadas a armas de fogo ao patamar mais alto da União Europeia.
O BRA também mencionou que o massacre mais letal da Suécia, ocorrido em fevereiro do ano passado, não teve relação com gangues, mas impactou significativamente as estatísticas de 2025, representando quase um quarto de todas as mortes por violência armada.
Com as eleições marcadas para setembro deste ano, a criminalidade permanece uma das principais preocupações dos eleitores, mesmo com a queda de mais da metade nos índices desde 2022. Políticos e autoridades policiais atribuem a redução na criminalidade a novos métodos, recursos adicionais e poderes ampliados, incluindo uma legislação abrangente sobre escutas telefônicas.
As mudanças implementadas incluem o anonimato para algumas testemunhas em tribunais, maior vigilância eletrônica, penas mais severas e a criação de zonas de segurança, onde a polícia pode revistar indivíduos mesmo sem suspeitas de crime. A polícia informou que essas medidas facilitaram a apreensão de bens de gangues e aumentaram a eficácia na prevenção de tiroteios.
A violência armada continua a ser a principal causa de mortes violentas, com 45 pessoas mortas em 2025, três a menos do que no ano anterior.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.