Após ser cotado para assumir o Ministério da Segurança Pública, o ex-ministro da Justiça do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, declarou nesta segunda-feira (12 de janeiro de 2026) que não acredita ser adequado criar o Ministério da Segurança Pública por meio de uma medida provisória, especialmente em ano eleitoral.
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Genro enfatizou que essa abordagem seria inadequada, considerando o momento decisivo para o país, que antecede as eleições de 2026.
Estratégia Alternativa Proposta por Genro
O ex-ministro defende que, em vez de criar uma nova pasta, o futuro ministro da Justiça deveria iniciar uma discussão ampla com a sociedade sobre a estrutura do Ministério da Segurança Pública. Genro acredita que essa abordagem enfrentaria menos resistência do que a criação da pasta por meio de uma medida provisória.
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Ele ressaltou que a criação de um ministério de Estado deve ser feita de forma gradual e com amplo debate.
Sugestões do PT para a Nomeação
O Setorial de Segurança Pública do PT apresenta três nomes para comandar o futuro Ministério da Segurança Pública. Entre eles, Tarso Genro, ex-prefeito de Porto Alegre e ex-governador do Rio Grande do Sul, além de Adriana Accorsi, deputada federal (PT-GO), e Benedito Mariano, ex-ouvidor da polícia de São Paulo.
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A carta com essas indicações foi enviada ao presidente do partido, Lula.
Outros Nomes em Consideração
Além das indicações do PT, outros nomes são considerados para a vaga no Ministério da Justiça. O advogado-geral da Petrobras, Wellington Lima e Silva, também é uma opção. Ele já atuou como secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil entre janeiro de 2023 e agosto de 2024, tendo também ocupado a função na Justiça durante 11 dias no governo Dilma Rousseff.
O Consesp (Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública) sugere os nomes de Chico Lopes, secretário de Segurança Pública do Piauí, e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.
