Tarifas dos EUA devastam exportações de carne bovina do Brasil! Entre agosto e novembro de 2025, o país perdeu US$ 255 milhões. Descubra os detalhes!
Com as tarifas impostas pelos Estados Unidos, o Brasil deixou de exportar, entre agosto e novembro de 2025, cerca de 57,5 mil toneladas de carne bovina para o mercado norte-americano. Nesse período, a perda de receita foi estimada em aproximadamente US$ 255 milhões, conforme levantamento da Scot Consultoria.
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Segundo o analista Pedro Gonçalves, da Scot Consultoria, os volumes embarcados apresentaram uma queda significativa em comparação ao ano anterior, com reduções mensais consecutivas. O mês de novembro destacou-se por registrar a maior diferença nesse período.
De acordo com a Pine Agronegócio, a receita total com vendas de carne bovina para os EUA alcançou cerca de US$ 37,716 bilhões em 2025, o que representa uma queda de aproximadamente 6,6% em relação aos US$ 40,368 bilhões de 2024, resultando em uma redução de cerca de US$ 2,65 bilhões.
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A estimativa da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) indica que cerca de 17 mil toneladas deixaram de ser embarcadas para os Estados Unidos em 2025, alinhando-se aos cálculos da Pine Agronegócio. É importante notar que ainda não há dados consolidados do último trimestre de 2025, o que pode impactar esses números.
Rodrigo Costa, da Pine Agronegócio, destaca que o impacto mais significativo ocorreu após agosto de 2025, quando as tarifas começaram a ser aplicadas. No entanto, as exportações brasileiras de carne bovina para os EUA começaram a se recuperar antes da retirada das tarifas extras pelo presidente Donald Trump.
Dados da Agrifatto mostram que, no primeiro semestre de 2025, os EUA importaram 181 mil toneladas da carne brasileira, representando 11,8% do total exportado pelo Brasil e 14,2% da receita dos embarques, que totalizaram US$ 1,04 bilhão. O preço médio da carne bovina vendida aos EUA foi de US$ 5.727 por tonelada nesse período.
Para 2026, a Agrifatto prevê a continuidade do crescimento nas exportações, especialmente devido ao déficit de produção e aos preços elevados da carne bovina nos Estados Unidos. A ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) e a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) informaram que, até o momento, não irão se manifestar sobre o assunto.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.