Tarcísio propõe fim das apostas e destaca necessidade de programa de saúde mental em sabatina
Tarcísio de Freitas propõe medidas para combater o crescimento das apostas e destaca a urgência de um programa de saúde mental acessível em São Paulo.
No dia 17 de agosto de 2026, o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou que o Brasil deve “acabar com as bets” e defendeu a criação de um amplo programa de saúde mental. A afirmação foi feita durante uma sabatina no evento Diálogos da Saúde, promovido pelo Sind Hosp, em São Paulo.
O governador ressaltou a importância dessa iniciativa para lidar com os impactos das apostas no país.
Tarcísio comparou o crescimento das apostas ao trabalho realizado nas últimas décadas para reduzir o consumo de tabaco. “Fomos efetivos para tirar as pessoas do tabaco. Será que vamos conseguir com as bets? Acho que agora os desafios são maiores”, ponderou ele.
Durante sua fala, o governador também relacionou as apostas ao comprometimento da renda das famílias brasileiras, afirmando que 40% da renda do brasileiro estaria comprometida com bancos e outros 20% com apostas. No entanto, não apresentou fontes para esses dados.
Propostas para a saúde mental
O governador enfatizou que a ampliação do atendimento em saúde mental deve incluir a telemedicina. Ele citou como exemplo a utilização desse modelo no atendimento de policiais militares, mencionando uma redução nos casos de suicídio entre os agentes. “Precisamos de um grande programa de saúde mental, e tem que ser acessível”, afirmou Tarcísio sobre a necessidade urgente dessa abordagem.
Além disso, Tarcísio destacou que a digitalização da saúde será uma das principais prioridades caso seja reeleito. Ele pretende ampliar o uso da telemedicina e da inteligência artificial na rede estadual, buscando deixar São Paulo“muito mais digital” ao final de uma nova gestão.
Iniciativas na área da saúde
Durante sua exposição, o governador mencionou que o estado já utiliza atendimento remoto em diversas áreas, incluindo na gestão de UTIs. A expansão desse modelo, segundo ele, pode contribuir significativamente para aumentar o acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS) e reduzir filas para atendimentos.
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Tarcísio também abordou a necessidade de avançar nas ações preventivas para evitar internações desnecessárias e diminuir o número de pacientes que anualmente entram nas filas por procedimentos médicos. Essa estratégia integra sua visão para um sistema de saúde mais eficiente e acessível à população paulista.