Taiwan e EUA firmam acordo inovador em alta tecnologia, prometendo uma cadeia de suprimentos democrática e investimentos bilionários em IA e semicondutores.
Taiwan planeja estabelecer uma cadeia de suprimentos “democrática” de alta tecnologia em colaboração com os Estados Unidos, além de formar uma parceria estratégica em inteligência artificial (IA). O anúncio foi feito pelo principal negociador de Taipé nesta terça-feira (20), após um novo acordo tarifário assinado com Washington na semana passada.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, incentivou Taiwan, o maior produtor mundial de semicondutores, a aumentar seus investimentos no país, especialmente em chips voltados para aplicações de IA. O acordo prevê que fabricantes de chips, como a TSMC, que expandirem suas operações nos EUA, terão tarifas de importação reduzidas sobre chips e equipamentos relacionados, além de isenções fiscais para alguns itens.
As tarifas gerais para a maioria das exportações taiwanesas para os EUA cairão de 20% para 15%. Além disso, as empresas de Taiwan se comprometerão a investir US$ 250 bilhões para aumentar a produção de microprocessadores, energia elétrica e inteligência artificial nos EUA.
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Taiwan também assegurará um crédito adicional de US$ 250 bilhões para facilitar mais investimentos.
A vice-premier de Taiwan, Cheng Li-chiun, afirmou que o acordo não visa desestabilizar o setor de chips da ilha, que é vital para a economia local. Ela enfatizou que a intenção é fortalecer a presença internacional de Taiwan, ampliando suas capacidades no exterior.
Conforme o acordo, os fabricantes de chips que se expandirem nos EUA poderão importar até 2,5 vezes a nova capacidade de semicondutores e wafers de silício sem tarifas adicionais durante um período de construção aprovado. Chips que excederem essa cota receberão tratamento preferencial.
Cheng também mencionou que Taiwan garantiu tratamento preferencial em relação a futuras medidas da Seção 232, que investiga a segurança nacional dos EUA em relação a importações de produtos essenciais, como chips. Ela destacou que, independentemente das tarifas futuras, Taiwan terá garantido tarifas zero dentro da cota e tarifas preferenciais fora dela.
Em uma entrevista à CNBC, o Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, alertou que, se as empresas não investirem nos EUA, a tarifa poderá chegar a 100%. Cheng ressaltou que Taiwan deseja liderar em parceria com os EUA, unindo esforços para construir uma cadeia de suprimentos de alta tecnologia em um contexto democrático.
Os Estados Unidos permanecem como o principal apoiador e fornecedor de armas de Taiwan, apesar da ausência de laços diplomáticos formais. Pequim considera a ilha como parte de seu território e não descarta o uso da força para alcançar seus objetivos.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.