Tabata Amaral busca aprovar PL sobre misoginia na Câmara

Tabata Amaral busca aprovar PL sobre misoginia na Câmara visando ampliar proteção às vítimas antes do recesso parlamentar.

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PL 896/2023 define misoginia como “a conduta que exterioriza ódio ou aversão às mulheres” | Foto: Reprodução

A votação sobre o Projeto de Lei da Misoginia ganhou força nesta terça-feira (14), após novas articulações envolvendo deputadas Tabata Amaral (PSB-SP) — relatora da proposta —, Jaqueline Rocha (PT-ES) e outros parlamentares.

Segundo apurado por Brasil de Fato, a negociadora afirmou que há chances reais de fechar o texto final junto ao Governo Federal. Ela avalia até mesmo uma inclusão na pauta do plenário da Câmara já nesta quarta-feira (15).

Busca pelo consenso para aprovar PL

“Há chances de ser posto na pauta de amanhã”, declarou Tabata enquanto se dirigia à reunião política em Brasília.

Essa sinalização reforça os compromissos assumidos pela bancada feminina durante coletiva realizada ainda hoje, nas dependências da Câmara dos Deputados. O objetivo é votar o projeto antes do recesso parlamentar previsto no calendário legislativo.

“O que nós queremos nesse momento é ampliar e consolidar essa votação”, afirmou Rocha na terça-feira. Ela garantiu também que seria possível levar o PL ao plenário com “um texto de prevenção à violência contra as mulheres”.

Debate: qualificação do ódio

Na ocasião, a coordenadora da bancada feminina, Jaqueline Rocha, enfatizou que houve ampla negociação sobre as mudanças no texto e apelou aos líderes partidários para construírem um acordo.

A relatora Tabata Amaral reconheceu publicamente durante a coletiva que os termos negociados ainda não contemplam integralmente tudo aquilo desejado pela bancada feminista. No entanto, ela defendeu veementemente construir um consenso para viabilizar qualquer tipo de voto.

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“O texto que eu já apresentei… e acho que não é o texto dos sonhos de nenhuma dessas mulheres”, declarou em tom conciliador. Mas acrescentou ser necessário deixar diferenças menores “de lado” neste momento crucial da tramitação legislativa.

Como funciona o Projeto de Lei?

A iniciativa altera a Lei do Racismo para incluir a misoginia entre os crimes de discriminação. A proposta conceitua a misoginia como ódio ou desprezo às mulheres e a trata como as demais práticas discriminatórias previstas na lei.

Esse projeto faz parte também de um conjunto maior de medidas debatidas dentro das ações lançadas pelo Governo Federal e firmados entre os Três Poderes. O objetivo geral é fortalecer as políticas públicas voltadas ao combate contra toda forma de violência que atinge as mulheres brasileiras.

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