Suzane von Richthofen pode perder herança! PL ameaça patrimônio após morte do tio. Novo projeto ignora heranças em casos de crimes graves. Leia já!
Um novo Projeto de Lei (PL 101/2026), apresentado pelo deputado federal Fernando Marangoni (União Brasil/SP) em fevereiro, propõe uma mudança significativa no Código Civil. A iniciativa visa ampliar as possibilidades de impedir que herdeiros tenham acesso a bens deixados por familiares, em casos específicos de crimes graves.
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O projeto sugere que indivíduos condenados por crimes dolosos contra parentes de até terceiro grau – como pais, filhos, cônjuges ou companheiros – sejam considerados indignos para receber herança. O caso da empresária Suzane von Richthofen ganhou destaque, pois ela manifestou interesse na herança de R$ 5 milhões deixada pelo tio materno, o médico Miguel Abdalla Neto.
Abdalla Neto faleceu em janeiro, vítima de causas naturais. A situação se complica porque ele não era casado, não tinha filhos e não deixou testamento. Isso significa que, teoricamente, Suzane, que cumpre pena em liberdade pelo crime que resultou na morte de seus pais em 2002, poderia reivindicar o patrimônio.
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A situação levanta questões sobre a justiça e a responsabilidade individual.
Atualmente, a legislação brasileira restringe a herança apenas em casos de crimes contra o próprio autor da sucessão ou seus descendentes e ascendentes diretos. O novo projeto busca corrigir essa “lacuna jurídica”, como o deputado Marangoni descreve.
Ele argumenta que a proposta é um mecanismo para evitar que criminosos se beneficiem financeiramente de famílias que eles mesmos destruíram.
“Esta proposta é um escudo contra injustiças”, afirmou Marangoni. “Ela determina que alguém condenado por matar os próprios pais não tem o direito de receber herança de outros parentes, como um tio, desde que haja uma ruptura grave no dever de respeito, solidariedade e lealdade familiar.” O deputado também ressaltou que a iniciativa visa alinhar o direito sucessório com os princípios da dignidade humana e da solidariedade familiar.
A proposta surge em um contexto delicado, considerando o histórico do caso envolvendo Suzane e a morte de seus pais. A discussão sobre a herança, nesse cenário, se torna um tema complexo, envolvendo questões de justiça, responsabilidade e o impacto de um crime na dinâmica familiar.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.