Susan Collins do Fed afirma: “Sem urgência para mudanças na política monetária!”
Susan Collins, presidente do Federal Reserve de Boston, surpreende ao afirmar que não há urgência para mudanças na política monetária. Descubra os detalhes!
Declarações de Susan Collins sobre Política Monetária
A presidente do Federal Reserve de Boston, Susan Collins, declarou nesta sexta-feira (6) que não vê necessidade urgente de modificar a política monetária. Ela defendeu uma abordagem cautelosa enquanto as autoridades analisam a evolução da inflação nos Estados Unidos.
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Collins enfatizou que o Fed deve aguardar sinais mais evidentes de desaceleração nos preços antes de considerar ajustes. “Não vejo urgência para ajustes adicionais de política” e buscarei “evidências claras de que a inflação está se movendo de forma duradoura em direção à meta de 2%”, afirmou em um discurso preparado.
Expectativas sobre o Mercado de Trabalho e Crescimento Econômico
A dirigente avaliou que a política monetária está bem posicionada, com taxas que devem permanecer em níveis moderadamente restritivos por um período. Em relação ao mercado de trabalho, Collins observou que a taxa de desemprego, em fevereiro, continua baixa em termos históricos e se manteve relativamente estável nos últimos meses.
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Ela mencionou que o enfraquecimento no mercado de trabalho em 2025 ocorreu em meio a uma desaceleração nas contratações, mas o cenário geral ainda parece equilibrado. Para 2026, Collins espera um crescimento econômico robusto, impulsionado por condições financeiras favoráveis, cortes de impostos e investimentos empresariais, incluindo gastos com inteligência artificial.
Perspectivas de Inflação e Incertezas Econômicas
Collins também destacou que as perspectivas de inflação permanecem incertas, com riscos de alta. Tarifas comerciais recentes já pressionaram os preços de bens, e novos aumentos poderiam gerar pressões inflacionárias adicionais. Apesar desses riscos, a presidente do Fed acredita que a inflação deve diminuir gradualmente ao longo do tempo.
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Em seu cenário-base, ela prevê que o processo de desinflação deve retomar ainda este ano, embora a demanda possa continuar a exercer pressão sobre os preços, retardando o retorno à meta de 2%.
Desafios e Avanços no Mercado de Trabalho
Collins afirmou que as perspectivas econômicas dos Estados Unidos estão cercadas de incertezas, exacerbadas por fatores geopolíticos, como as tensões no Oriente Médio. O crescimento econômico em 2025 foi mais forte do que muitos analistas previam, apesar de desafios como mudanças nas políticas tarifárias e restrições à imigração.
Ela destacou que diferentes setores da economia enfrentam condições variadas, com algumas famílias de renda mais baixa lidando com pressões financeiras. Embora a atividade econômica tenha se expandido, o mercado de trabalho mostrou sinais de moderação no último ano.
A criação de empregos ficou aquém do ritmo observado em anos anteriores, mesmo sem uma recessão. Collins observou que essa situação pode refletir tanto a incerteza econômica quanto ganhos de produtividade nas empresas, impulsionados por avanços tecnológicos, como a adoção de inteligência artificial e automação.
Ela acrescentou que é cedo para avaliar completamente como essas transformações impactarão a demanda por mão de obra no futuro.