Surto de hantavírus ligado ao cruzeiro MV Hondius gera alerta global entre autoridades de saúde
Autoridades de saúde em alerta após surto de hantavírus no cruzeiro MV Hondius. Descubra os detalhes e as medidas tomadas para conter a situação!
Autoridades de Saúde Enfrentam Surto de Hantavírus Relacionado a Cruzeiro
Autoridades de saúde de vários países estão em alerta para rastrear e conter um surto de hantavírus, após a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmar, na quinta-feira (7), cinco infecções ligadas ao navio de cruzeiro MV Hondius. O hantavírus é geralmente associado a roedores, mas a OMS sugere que a transmissão pode ter ocorrido entre pessoas a bordo da embarcação.
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Desde 11 de abril, três pessoas do navio faleceram e outras estão doentes. O surto foi notificado à OMS em 2 de maio e, segundo a organização, o risco para o público em geral permanece baixo.
As autoridades realizarão uma investigação epidemiológica completa e desinfetarão o navio após sua chegada em Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde a OMS acredita que as condições são adequadas para o desembarque seguro dos passageiros. No total, 147 pessoas estavam a bordo do MV Hondius, incluindo 88 passageiros e 59 tripulantes, conforme informações da OMS.
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Rastreamento de Contatos e Casos Confirmados
Os passageiros do cruzeiro representam 23 nacionalidades, com 17 sendo americanos. As autoridades estão finalizando o rastreamento de contatos de 82 passageiros e seis tripulantes de um voo da Airlink, realizado em 25 de abril, que partiu de Santa Helena para Joanesburgo.
Uma mulher holandesa, que estava no navio, embarcou nesse voo antes de falecer. A KLM informou que as autoridades na Holanda também estão em contato com um número não divulgado de passageiros de um segundo voo, no qual a mulher embarcou brevemente em Joanesburgo.
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Uma comissária de bordo que apresentou sintomas testou negativo, segundo a OMS. As autoridades de saúde britânicas confirmaram casos de hantavírus e um caso suspeito adicional de um cidadão britânico que desembarcou do navio na ilha de Tristão da Cunha.
Autoridades suíças estão realizando rastreamento adicional para pessoas que tiveram contato com um passageiro que desembarcou do MV Hondius no final de abril e está sendo tratado em um hospital na Suíça.
Informações sobre as Vítimas e Sintomas
Até quinta-feira, a OMS registrou cinco casos confirmados e outros considerados suspeitos. Três pessoas morreram devido ao surto. Um holandês de 70 anos adoeceu repentinamente a bordo do navio em 6 de abril, apresentando febre, dor de cabeça, dor abdominal e diarreia.
Ele faleceu em 11 de abril, mas não foram realizados testes microbiológicos para determinar a causa da doença. Seu corpo foi levado para Santa Helena em 24 de abril.
A esposa do homem, de 69 anos, desembarcou em Santa Helena com problemas estomacais e morreu em um hospital próximo em 26 de abril. A terceira vítima, uma mulher alemã, apresentou sintomas de pneumonia e faleceu em 2 de maio a bordo do navio. A causa da morte ainda não foi oficialmente confirmada, mas está sendo tratada como um caso suspeito de hantavírus.
Monitoramento e Cuidados com os Passageiros
O Departamento de Saúde Pública da Geórgia está monitorando os passageiros que retornaram do navio, mas que não apresentam sinais de infecção. Um residente do Arizona, que também era passageiro, está sendo acompanhado por profissionais de saúde pública.
Outros estados, como Califórnia, Texas e Virgínia, também estão monitorando passageiros, todos sem sinais da doença.
O navio partiu de Cabo Verde e está a caminho das Ilhas Canárias, com previsão de chegada em três a quatro dias. Quatorze passageiros espanhóis serão transportados para um hospital militar após exames, enquanto os demais serão repatriados. A OMS investiga a origem do surto, acreditando que o casal holandês e possivelmente outros passageiros foram infectados antes de embarcar no cruzeiro.
Características do Hantavírus e Medidas de Precaução
A cepa do vírus identificada é conhecida como hantavírus dos Andes, que pode ter transmissão limitada de pessoa para pessoa. O período de incubação do hantavírus varia de uma a seis semanas após a exposição, e a OMS recomenda que passageiros e tripulantes permaneçam vigilantes quanto aos sintomas por 45 dias.
O hantavírus é considerado raro, mas extremamente mortal, com uma taxa de mortalidade de cerca de 38% entre aqueles que desenvolvem sintomas respiratórios. Não há vacina ou tratamento específico, mas o suporte precoce e o encaminhamento para unidades de terapia intensiva podem melhorar as chances de sobrevivência.
A OMS classifica os hantavírus como uma prioridade emergente devido à gravidade das infecções.