Surto de Ebola no Congo gera alerta global; quais são as novas vacinas em desenvolvimento?
O surto de Ebola no Congo acende um alerta global. Quais vacinas estão em desenvolvimento e como podem ajudar a conter a epidemia?
Surto de Ebola no Leste da República Democrática do Congo
Autoridades de saúde em todo o mundo estão se mobilizando rapidamente para encontrar opções médicas que ajudem a controlar um surto de Ebola no leste da República Democrática do Congo, associado à cepa Bundibugyo do vírus. Diferente da cepa Zaire, que é mais comum, a cepa Bundibugyo já resultou em aproximadamente 101 mortes no país.
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O vírus Ebola Bundibugyo (BDBV) apresenta uma taxa de mortalidade que pode chegar a 40%.
Um número limitado de vacinas e terapias experimentais está sendo analisado, enquanto as autoridades de saúde investigam se tratamentos existentes para o Ebola podem oferecer alguma proteção. Até agora, esses tratamentos têm respaldo apenas por dados limitados obtidos em estudos com animais.
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A maioria das opções experimentais ainda não foi testada em humanos e necessitará de autorização para uso emergencial antes de serem aplicadas no Congo.
Vacinas em Desenvolvimento
A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou, no mês passado, que uma vacina de dose única, desenvolvida pela Iniciativa Internacional para a Vacina contra a AIDS, é a mais promissora para prevenir a BDBV. A vacina rVSVΔG/BDBV-GP, que utiliza a mesma tecnologia da vacina Ervebo da Merck, já demonstrou benefícios em primatas não humanos em um estudo realizado em 2023.
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A OMS estima que o desenvolvimento da vacina levará de sete a nove meses até estar pronta para ensaios clínicos.
A Iniciativa Internacional para a Vacina contra a AIDS está avançando com a candidata a vacina e se preparando para a produção, incluindo a transferência do vírus vacinal. A Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI) comprometeu-se a investir US$ 3,2 milhões para o avanço dessa vacina.
Além disso, a OMS recomendou priorizar outra vacina, a ChAdOx1 Bundibugyo, desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo Instituto Serum da Índia, que já iniciou a produção em resposta ao surto.
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Terapias e Medicamentos
A OMS também recomendou o uso do medicamento de anticorpos pan-ebolavírus MBP134, da Mapp Biopharmaceutical, para ensaios clínicos em casos confirmados de BDBV. Este tratamento, que combina dois anticorpos monoclonais humanos, já demonstrou segurança em ensaios clínicos iniciais.
A Regeneron Pharmaceuticals está estudando o maftivimab como um possível tratamento, com dados laboratoriais indicando sua eficácia contra o vírus Bundibugyo.
Além disso, a Gilead Sciences está considerando o uso do antiviral obeldesivir como um tratamento pós-exposição, que mostrou até 100% de proteção em macacos. O remdesivir, também da Gilead, demonstrou atividade contra o BDBV em estudos laboratoriais, e a OMS está avaliando uma terapia combinada que inclui esse antiviral.
Testes Diagnósticos
A capacidade limitada de testagem para a cepa Bundibugyo tem dificultado a resposta ao surto. A Roche desenvolveu um teste molecular PCR específico para detectar o vírus Ebola Bundibugyo, enquanto a BioFire Defense fabrica um teste aprovado pela FDA que pode identificar várias espécies de Ebola.
A Altona Diagnostics também está contribuindo com seu kit de teste para detectar o surto no Congo, aumentando a produção para apoiar os laboratórios locais.