Suíça destina R$ 33 milhões ao Fundo Amazônia na COP30 em Belém. Anúncio conta com a participação de Aloizio Mercadante
O Brasil receberá uma contribuição significativa do Fundo Amazônia. A Suíça disponibilizará 5 milhões de francos suíços, o que equivale a aproximadamente R$ 33 milhões. O anúncio oficial ocorreu no domingo, 9 de novembro de 2025, durante o evento “Presença Suíça na COP30”, realizado em Belém, com a participação da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima e do presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante.
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Criado em 2008, o Fundo Amazônia tem como objetivo principal apoiar projetos e ações que combatem o desmatamento na região amazônica. A iniciativa visa promover o desenvolvimento sustentável e melhorar as condições de vida da população que reside na Amazônia Legal brasileira.
O fundo é gerido pelo BNDES e recebe doações não reembolsáveis de governos estrangeiros e empresas.
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Desde sua criação, o fundo já apoiou 144 projetos, impactando mais de 600 organizações comunitárias e beneficiando cerca de 260 mil pessoas. As ações do fundo abrangem o fortalecimento do manejo florestal, o desenvolvimento da bioeconomia, a inclusão produtiva, a valorização dos saberes tradicionais e o apoio a comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas.
O anúncio ocorreu em um momento crucial, às vésperas da abertura da COP30, em Belém, com a presença de representantes de 194 países, incluindo a União Europeia. As negociações da conferência girarão em torno das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que são metas de redução de emissões de gases de efeito estufa estabelecidas pelos países.
O Brasil se comprometeu a diminuir suas emissões entre 59% e 67% até 2035, abrangendo todos os gases e setores da economia.
Até o momento, 79 países já divulgaram suas NDCs, representando 64% das emissões globais. Os demais 118 países ainda estão em processo de definição de suas metas, buscando avançar na agenda de combate à crise climática com ações de financiamento e colaboração internacional.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.