Sudeste se torna foco das campanhas presidenciais na primeira semana eleitoral de 2026

Candidatos buscam fortalecer suas bases no Sudeste, enquanto Lula e Flávio Bolsonaro intensificam agendas focadas em segurança e combate à corrupção.

Da esquerda para a direita: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), e Renan Santos (Missão).

No início das campanhas eleitorais de 2026, a maioria dos candidatos à Presidência da República priorizou o Sudeste, que abriga os três maiores colégios eleitorais do Brasil: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A única exceção foi, que optou por realizar compromissos no Nordeste, região historicamente ligada ao PT.

Durante o primeiro dia de propaganda eleitoral permitido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no domingo (16), os presidenciáveis escolheram seus locais de origem para lançar suas candidaturas. Lula, por exemplo, fez sua estreia em, município do ABC paulista onde começou sua trajetória como líder sindical nos anos 1970.

O evento contou com imagens daquela época projetadas em um telão.

Campanha de Lula e compromissos políticos

Ao longo da semana, Lula passou pelo Rio Grande do Norte e, na sexta – feira (21), seguiu para Minas Gerais, onde realizou eventos em Governador Valadares e Belo Horizonte. Na capital mineira, ele se reuniu com apoiadores para lançar a candidatura ao governo estadual.

Antes disso, Lula conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre tarifas impostas contra o Brasil — um tema recorrente em seus discursos. “Falei: Trump, em setembro tem a reunião da ONU. Convida o Xi Jinping e o Putin para sua casa”, disse Lula em Belo Horizonte.

No sábado (22), Lula esteve no lançamento oficial das candidaturas ao governo fluminense e ao Senado. Durante seu discurso no Rio de Janeiro, enfatizou o combate ao crime organizado: “Vamos tirar o bandido do território de vocês”. Ele prometeu devolver a segurança aos cidadãos cariocas.

Flávio Bolsonaro inicia campanha

A primeira ação do senador Flávio Bolsonaro na campanha foi marcada por um ato na Avenida Atlântica. Ele fez um discurso focado no combate à corrupção e críticas a Lula, ressaltando que sua candidatura visa “resgatar o Brasil”. No dia seguinte, estava programada uma motociata em Juiz de Fora — cidade emblemática para o bolsonarismo — mas a agenda foi cancelada devido às condições climáticas.

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Na terça – feira (18), Flávio compareceu a Belo Horizonte e destacou que “quem vence em Minas vence no Brasil”. Ele afirmou que essa seria a base para uma mudança política no país. Em sua visita à capital paulista na quinta – feira (20), o senador buscou apoio entre os eleitores mais populares, passeando pela zona leste ao lado de figuras políticas locais.

Caiado e Zema buscam apoio

O ex – governador de Goiás Ronaldo Caiado lançou sua campanha no domingo (17) com carreatas por municípios goianos nas proximidades do Distrito Federal. Com uma aprovação alta após dois mandatos como governador, ele manteve uma agenda ativa entre Brasília e São Paulo durante a semana.

Caiado apresentou seu plano de governo enquanto defendia a ideia de que os brasileiros se cansariam da polarização política. Ele também mudou seu posicionamento sobre a redução da jornada de trabalho: “Sou a favor da redução para o”, ressaltou durante uma entrevista ao SBT.

Por outro lado, Romeu Zema concentrou suas atividades na capital paulista visando aumentar sua visibilidade enquanto candidato. Ele se envolveu em ações diretas com setores diversos da população e buscou se posicionar como um candidato próximo às necessidades dos eleitores.

Renan Santos aposta em agenda inovadora

Diferente dos demais candidatos, Renan Santos promoveu atividades fora do Sudeste durante a semana, realizando atos na Paraíba e Alagoas. Ao retornar a São Paulo, ele focou seu discurso na juventude e nas comunidades menos favorecidas.

No sábado (22), Renan lançou o “Marco da Desfavelização” no Jardim Panorama. Vestindo colete à prova de balas, apresentou propostas que envolvem investimentos entre R 1,3 trilhão e R 1,5 trilhão em moradia e serviços essenciais para as comunidades carentes.

A corrida eleitoral está apenas começando e promete movimentar ainda mais os ânimos entre os candidatos nos próximos meses.