Ao optar por um tratamento estético, não se deve focar apenas no profissional que irá executá-lo, mas sim na procedência do material empregado. Principalmente quando se utilizam substâncias injetáveis, como a toxina botulínica ou preenchedores.
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O risco não se limita ao uso de substâncias perigosas, como o PMMA, cujos riscos já são amplamente conhecidos. A recente apreensão de um lote falsificado de botox pela Anvisa evidenciou os riscos do uso de produtos conhecidos, ainda que sem comprovação confiável.
Quais são os perigos do uso de botox adulterado?
Conforme o dermatologista Pedro Jordão Caldas Ferreira, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo (SBD-RESP), o risco transcende a falta do resultado estético desejado, abrangendo:
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Ademais, a aplicação da substância desconhecida pode causar:
A dermatologista Najara Gomes, médica titular da SBD, ressalta que grande parte do risco está na não fiscalização de todos os seus processos. “Por se tratar de um produto biológico, qualquer desvio nos processos de fabricação, transporte ou armazenamento pode gerar consequências graves”, afirma a especialista.
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Ela ainda reforça que, em muitas ocasiões, o problema pode ser irreversível.
É possível solucionar o problema?
Tudo dependerá do que foi incluído na formulação do produto aplicado inadvertidamente no rosto. “Em falsificações mais graves, a substância no frasco pode não conter toxina botulínica, mas sim preenchimentos de baixa qualidade ou compostos de uso proibido, como silicone industrial, parafina ou óleos minerais”, reforça Gomes.
Essas substâncias não são facilmente eliminadas do organismo e podem provocar inflamações crônicas. “Devido a que esses materiais não são biodegradáveis, mesmo com cirurgia, a remoção completa é difícil e frequentemente impossível sem gerar danos adicionais”, concluiu a dermatologista.
Em tais situações, não existe tratamento ou protocolo padronizado de reversão. Conforme o caso, o dano pode ser irreversível, necessitando de cirurgias corretivas, terapias prolongadas ou, em alguns casos, podendo levar à morte do paciente, como ocorre no botulismo”, conclui Ferreira.
Como se proteger, tanto o profissional de saúde quanto o consumidor, podem fazer?
A ginecologista Fernanda Torras, especialista da Santa Casa de São Paulo, que emprega o botox em tratamentos ginecológicos, ressalta a relevância do profissional de saúde verificar os produtos utilizados em consultório, mesmo que a origem seja considerada confiável. “Qualquer produto devidamente registrado na Anvisa possui registro, validade, número de lote, número de série e nota fiscal.”
Torras ressalta a importância do armazenamento adequado, juntamente com o manuseio correto ao diluir a substância e aplicá-la no paciente; todos esses fatores podem impactar o produto e gerar complicações. Dessa forma, é importante que o paciente selecione cuidadosamente o profissional que realizará esse tipo de procedimento em seu rosto e corpo.
O botox pode ser utilizado no tratamento da enxaqueca e de outras enfermidades.
Fonte por: CNN Brasil
