“Stranger Things” conquista corações com seu BMW 733i de 1983, símbolo de prestígio dos anos 80. Descubra como os carros moldam a trama e os personagens!
A série “Stranger Things” se firmou como uma das produções mais assistidas da Netflix. Situada em uma cidade fictícia dos Estados Unidos, a série é reconhecida pela recriação visual dos anos 1980, incluindo a presença marcante de carros da época.
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Um dos destaques é o BMW 733i, que simboliza status e o espírito automotivo do período.
O modelo apresentado na série é um BMW 733i de 1983, da geração E23, que foi lançada no final da década de 1970. Na narrativa, o sedã é associado a um personagem de classe alta, reforçando a escolha do Série 7, que nos anos 80 era visto como um símbolo de prestígio e associado a executivos de alto poder aquisitivo, especialmente nos Estados Unidos.
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Do ponto de vista técnico, o Série 7 E23 marcou a entrada da BMW no segmento de sedãs de luxo, que era dominado por marcas como a Mercedes-Benz. O 733i era equipado com um motor de seis cilindros em linha, oferecendo desempenho sólido para a época, além de inovações como sistemas eletrônicos de monitoramento.
O motor 3.2 L M30B32 gerava 184 cavalos e 264 Nm de torque. Com 5.01 m de comprimento e 2,75 m de distância entre-eixos, o modelo se destacou, com mais de 285 mil unidades produzidas até 1986, quando a segunda geração foi lançada.
No enredo, o BMW 733i é utilizado principalmente como meio de transporte, mas sua presença ajuda a caracterizar o personagem e a evidenciar as diferenças sociais na trama. Embora a escolha de um sedã de luxo para um estudante do ensino médio possa parecer inusitada, ela serve para destacar privilégios dentro da narrativa.
Além do BMW, a série apresenta uma variedade de veículos que contextualizam o período e aprofundam os perfis dos personagens. Um exemplo notável é o Chevrolet Camaro 1979, associado a Billy Hargrove, que reflete a personalidade do personagem e a estética dos muscle cars americanos em declínio nos anos 80.
Outro veículo emblemático é o Chevrolet K5 Blazer, utilizado pelo xerife Jim Hopper. Este SUV de grande porte, com chassi derivado de picapes, representa o perfil pragmático de um policial de cidade pequena, embora apresente algumas inconsistências cronológicas.
Por outro lado, o Ford Pinto de Joyce Byers simboliza uma situação financeira mais restrita, enquanto a perua Mercury Colony Park da família Wheeler representa o padrão familiar da classe média americana da época, com amplo espaço interno e motor V8 de baixa eficiência.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.