Julgamento de Abel Braga pelo STJD
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) marcou para o dia 12 de fevereiro o julgamento de Abel Braga, ex-treinador e atual dirigente do Internacional. Ele foi denunciado com base no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que aborda atos discriminatórios relacionados a etnia, raça, sexo, orientação sexual, cor, idade, e condição de pessoas idosas ou com deficiência.
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Em 2025, durante uma apresentação como treinador após a saída de Ramón Díaz, Abel fez uma declaração homofóbica, afirmando que não queria seu time treinando com camisa rosa, pois isso, segundo ele, pareceria um “time de veado”. A punição prevista no CBJD pode variar de 5 a 10 jogos.
A denúncia foi feita pelo Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT.
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Desculpas de Abel Braga
Após evitar o rebaixamento do Inter para a Série B, Abel deixou o cargo de técnico para assumir uma posição como dirigente do clube. Em resposta à repercussão negativa de sua fala, ele se desculpou, afirmando: “Eu fiz uma brincadeira. No fundo, ele (D’Alessandro) deu esporro em todo mundo.
Eu falei: ‘Pô, eu não quero meu time treinando de camisa rosa, parece time de veado’.”
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O ídolo colorado destacou a importância de Andrés D’Alessandro como diretor. Em suas redes sociais, Abel reconheceu que sua colocação sobre a cor rosa não foi adequada e enfatizou que as cores não definem gêneros, mas sim o caráter das pessoas. “O Internacional precisa de paz e muito trabalho.
Vamo, vamo, Inter!”, escreveu.
Relembrando a perda do filho
Em meio à polêmica, Abel também mencionou a morte de seu filho, João Pedro, que faleceu aos 19 anos, para se defender das acusações. “Eu quero fazer uma colocação daquilo que houve na última coletiva, onde eu fui relatar uma brincadeira que aconteceu no treinamento e isso criou uma polêmica muito grande.
Eu já me desculpei, não deveria ter falado absolutamente nada naquele momento”, afirmou.
Abel ressaltou a dor de perder um filho, dizendo: “Quem perde um filho não é…”. João Pedro Braga faleceu em 2017, após cair da cobertura do prédio onde morava com os pais no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, enquanto Abel era técnico do Fluminense.
