STJD analisa punições ao São Paulo por cânticos homofóbicos contra o Corinthians
Tricolor Paulista pode enfrentar multa, perder mando de campo ou ter torcedores identificados suspensos por até 720 dias.
São Paulo será julgado por cânticos homofóbicos
O São Paulo enfrentará um julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na próxima sexta-feira (17) devido a cânticos homofóbicos entoados por seus torcedores durante o clássico contra o Corinthians, que ocorreu na 15ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.
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A Segunda Comissão Disciplinar do STJD será responsável por conduzir o julgamento. A denúncia contra o clube foi feita pela Procuradoria em decorrência dos eventos que aconteceram no Morumbi, em 19 de julho.
Embora a súmula da partida não tenha registrado nenhuma ocorrência, o Corinthians apresentou uma Notícia de Infração, mencionando as manifestações homofóbicas da torcida mandante. Além disso, vídeos que circulam nas redes sociais mostram cânticos ofensivos durante o jogo no estádio, conforme relatado pelo STJD.
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Possíveis punições para o São Paulo
Com base nas evidências e na denúncia, a Procuradoria acusou o São Paulo com base no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que aborda atos discriminatórios relacionados a sexo, gênero, origem, cor ou condição. Este artigo prevê multas de até R$ 100 mil e sanções esportivas, incluindo a perda de mando de campo ou a suspensão de torcedores identificados por até 720 dias.
O clube também foi denunciado com base no artigo 191, inciso III, por violar o Regulamento Geral das Competições (RGC), que classifica infrações discriminatórias como de extrema gravidade. Se condenado, o São Paulo poderá enfrentar punições financeiras e administrativas.
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O julgamento ocorrerá no dia 17 de outubro, às 15h30, sob a responsabilidade do auditor Felipe Bevilacqua, que é o relator do processo.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.












