STJ nomeia desembargador após polêmica! Gambogi assume vaga de Buzzi, afastado por investigação de importunação sexual em Balneário Camboriú. Saiba mais!
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anunciou nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, a nomeação do desembargador Luís Carlos Balbino Gambogi para ocupar a vaga deixada pelo ministro Marco Buzzi. O ato normativo, publicado pela portaria (PDF – 203 kB), marca a entrada do magistrado no tribunal e sua integração às Seções 2ª e 4ª, que tratam de temas do direito privado.
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Gambogi também assume a relatoria dos casos e a gestão do gabinete do STJ.
O afastamento de Marco Buzzi ocorreu após uma investigação interna por importunação sexual a uma jovem de 18 anos, ocorrida durante férias em Balneário Camboriú, Santa Catarina. O plenário do STJ determinou o afastamento cautelar em 10 de fevereiro, e uma comissão de sindicância foi formada em 4 de fevereiro, com previsão de conclusão em 10 de março.
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A Corte também avaliará a permanência de Gambogi na vaga, considerando o afastamento como temporário e excepcional.
Luís Carlos Balbino Gambogi possui formação em Direito pela PUC-MG e títulos de mestre e doutor em Filosofia pela UFMG. Sua carreira começou no TJMG em 2013, onde atuou na 5ª Câmara Cível até sua nomeação ao STJ. Antes disso, exerceu cargos no governo de Minas Gerais, como chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Educação, deputado estadual e secretários adjuntos de Estado do Trabalho e Ação Social.
O ministro Marco Buzzi negou as acusações, afirmando ter sido surpreendido com as informações divulgadas. Ele repudia qualquer ilação de ato impróprio. A família da jovem vítima, por meio de seus advogados, solicitou a responsabilização do magistrado.
Segundo relatos, Buzzi tentou agarrar a jovem durante um banho de mar, em um contexto de hospedagem familiar na casa do ministro.
A situação envolvendo o ministro Marco Buzzi e a nomeação de Luís Carlos Balbino Gambogi representam um momento de análise e deliberação no STJ, com implicações para o direito privado e para a ética na magistratura. O processo disciplinar em curso, com a conclusão da comissão de sindicância prevista para março, determinará as próximas etapas e possíveis sanções.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.