Novas revelações da Operação Compliance Zero agitam o cenário político! O STF expõe uma rede criminosa liderada por Daniel Vorcaro, com crimes financeiros e intimidação. Clique e descubra todos os detalhes!
O Supremo Tribunal Federal (STF) trouxe à tona novas informações sobre a investigação realizada pela Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero. A decisão divulgada nesta quarta-feira (4) revela indícios de que o grupo sob investigação possuía uma estrutura organizada para a prática de crimes financeiros, corrupção de agentes públicos e monitoramento de críticos, incluindo jornalistas.
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Abaixo, estão os 10 principais pontos destacados pela investigação após a recente prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. A nova prisão foi fundamentada em indícios de que os crimes estavam em continuidade.
Vorcaro já havia sido detido em novembro de 2025, na fase inicial da operação, mas foi liberado logo em seguida. A PF informou que novos elementos indicam que as atividades ilícitas continuaram mesmo após sua soltura. “Após ser libertado em 28/11/2025, a organização criminosa persistiu na ocultação de recursos bilionários em nome de terceiros”, afirma a decisão do ministro André Mendonça.
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A decisão do STF destaca que os investigados atuavam de maneira coordenada, com divisão de funções. Mendonça menciona que as evidências apontam para “uma complexa estrutura para a prática de crimes com repercussão negativa na sociedade”. O esquema possui quatro núcleos principais: financeiro, corrupção institucional, ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, e intimidação e obstrução de justiça.
Os quatro investigados desempenhavam papéis distintos dentro do esquema. Vorcaro é identificado como o líder, enquanto Fabiano Zettel atuava como operador financeiro. Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Felipe Mourão”, coordenava ações de monitoramento e intimidação, e Marilson Roseno, um policial federal aposentado, integrava o núcleo de coleta de informações.
Os servidores do Banco Central prestavam uma “consultoria informal” a Vorcaro, conforme a PF. Eles participavam de um grupo de Whatsapp criado para facilitar a comunicação e, segundo as investigações, teriam recebido pagamentos para fornecer informações ao banqueiro e auxiliar na elaboração de pedidos ao órgão.
O relatório menciona o relacionamento ilícito entre Vorcaro e os servidores Paulo Sérgio e Belline Santana, com indícios de recebimento mensal de vantagens indevidas. Os dois mantinham contato frequente com Vorcaro, oferecendo orientações sobre a atuação do Banco Central em processos administrativos relacionados ao Banco Master.
A investigação revelou a existência de um grupo denominado “A Turma”, que tinha como objetivo obter informações sigilosas e realizar atos de coação e intimidação. Felipe Mourão era responsável por atividades de monitoramento e neutralização de situações que pudessem prejudicar os interesses do grupo.
O grupo contratado por Vorcaro também acessava dados da PF, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais, como o FBI e a Interpol. Luiz Phillipi Mourão utilizava credenciais de terceiros para obter informações protegidas por sigilo institucional.
Jornalistas foram alvos da “dinâmica violenta” entre Vorcaro e Mourão, especialmente após a divulgação de informações que contrariavam os interesses do banqueiro. Em mensagens, Vorcaro expressou a intenção de agredir um jornalista, enquanto Mourão confirmou que estavam monitorando todos os “links negativos”.
A decisão também menciona que Vorcaro solicitou informações sobre uma empregada que o ameaçava, pedindo dados pessoais dela. Esse episódio indica o uso da estrutura do grupo para monitorar adversários. O diálogo revela a intenção de coletar informações para intimidar a funcionária.
Durante a operação, o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, foi um dos alvos. Ele é apontado como operador financeiro do grupo, responsável pela movimentação de recursos e pela estrutura financeira. A investigação sugere que Zettel participou da gestão de transferências e pagamentos relacionados às atividades do grupo.
As mensagens que levaram à nova prisão de Vorcaro foram encontradas em um celular apreendido durante a Operação Compliance Zero. O aparelho continha conversas que indicavam pagamentos ao grupo e discussões sobre monitoramento e intimidação de críticos.
A decisão do STF menciona a ocultação de R$ 2,2 bilhões relacionados a vítimas do Banco Master. O valor foi bloqueado em contas associadas a Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, e está vinculado a investigações sobre fraudes no Banco Master.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.