
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira, dia 10, a prisão definitiva de sete indivíduos condenados no âmbito do Núcleo 4, ligado à trama golpista que ocorreu durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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A medida judicial foi tomada após o Supremo Tribunal declarar o trânsito em julgado do processo, o que significa que não há mais possibilidade de interposição de recursos contra a decisão.
O grupo foi condenado por promover ações de desinformação. As acusações apontam para a disseminação de notícias falsas relativas ao processo eleitoral, além de ataques virtuais direcionados a autoridades e instituições.
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Tais atos foram registrados e julgados em 2022, configurando o cerne das investigações conduzidas pelo STF.
O mandado que autorizou as prisões foi encaminhado ao Exército, que realizou as detenções na manhã da data. Foram presos o major da reserva Ângelo Martins Denicoli, o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida.
Adicionalmente, o policial federal Marcelo Araújo Bormevet, que já estava sob prisão preventiva, passará a cumprir a pena em caráter definitivo.
Houve exceções no cumprimento das ordens judiciais. A execução da condenação contra Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, não foi efetivada.
Ele é considerado foragido desde dezembro do ano passado, data em que foi alvo de um mandado de prisão preventiva. O coronel do Exército Reginaldo Vieira de Abreu também não foi detido, pois encontra-se nos Estados Unidos.
Ainda não há informações confirmadas sobre o cumprimento da prisão do major da reserva Ailton Gonçalves Moraes Barros, ocorrido em outubro do ano passado.
Em um movimento defensivo, os advogados dos acusados argumentaram pela absolvição dos réus. Eles sustentaram que a acusação não conseguiu descrever, de maneira clara, quaisquer atos que constituíssem crimes.
A decisão do STF, ao declarar o trânsito em julgado, encerra o ciclo de recursos, consolidando o entendimento judicial sobre os fatos apurados no processo.
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Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.