STF mantém prisões preventivas de Henrique e Felipe Vorcaro por organização criminosa

A decisão do STF reforça a luta contra a criminalidade organizada, destacando a continuidade das investigações sobre a atuação da família Vorcaro

18/06/2026 22:06

3 min

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STF mantém prisões de Henrique e Felipe Vorcaro

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em 2026, pela manutenção das prisões preventivas de Henrique e Felipe Vorcaro, pai e primo de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master. A votação resultou em quatro votos a um, com o único voto divergente sendo do decano Gilmar Mendes, que sugeriu a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar com medidas cautelares.

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Tensão durante o julgamento

O clima durante a sessão foi marcado por tensão e um intenso embate verbal entre o ministro Gilmar Mendes e o relator do caso, André Mendonça. Mendes argumentou que as prisões poderiam ser utilizadas como forma de pressão para a obtenção de acordos de delação premiada, criticando também possíveis vazamentos de informações. “Juiz não pode agir como delegado”, alertou o decano, que fez uma comparação da operação contra o Banco Master com a Operação Lava Jato, mencionando que esta última teria cometido excessos.

Em resposta, André Mendonça reafirmou seu compromisso no combate à criminalidade organizada e rejeitou a caracterização da operação como uma nova Lava Jato. O relator enfatizou que não aceitaria tentativas de desacreditar sua atuação ou a dos investigadores.

Durante seu voto, ele descreveu Henrique e Felipe Vorcaro como parte de uma “organização criminosa em atividade, mesmo após o avanço das investigações”.

Novos elementos da investigação

O relator também divulgou novos detalhes da investigação ao retirar o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF) sobre as prisões. Segundo a PF, Daniel Vorcaro teria movimentado cerca de R$ 6 milhões em um período de 20 meses. Além disso, foi revelado que o ex-banqueiro participou na elaboração de projetos de lei através do gabinete de um senador.

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O relatório ainda indicou que, em junho de 2024, Daniel estava envolvido em atividades questionáveis.

Ciro Nogueira, mencionado no caso, afirmou estar tranquilo em relação às investigações e que estava em um evento corporativo no momento das alegações. Sua defesa não se manifestou até o fechamento da reportagem.

Divisão de opiniões no STF

Flávia Maia, analista de Judiciário do JOTA, observou uma clara “medição de forças” entre Gilmar Mendes e André Mendonça durante o julgamento. Ela ressaltou que Mendonça se posicionou de forma firme, destacando a maneira como está conduzindo a investigação.

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A âncora da CNN, Thais Herédia, criticou a comparação feita por Mendes entre os dois casos, considerando-a uma “desonestidade intelectual”, dada a natureza distinta das situações.

Herédia também apontou que a atuação de Daniel Vorcaro se destacou pela rapidez e agressividade, estabelecendo relações diretas com figuras proeminentes, incluindo ministros do Supremo e líderes do Congresso. A analista do JOTA concluiu que o caso do Banco Master permanecerá na Segunda Turma do STF, onde Gilmar Mendes tende a ter uma posição isolada. “Na Segunda Turma, acredito que a verdade do Gilmar não vai prevalecer”, finalizou.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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