STF julgará marco temporal para demarcação de terras indígenas em sessão presencial no dia 10. O tema gera debates intensos entre diversos setores da sociedade.
O Supremo Tribunal Federal (STF) realizará um julgamento presencial sobre as ações referentes ao marco temporal para a demarcação de terras indígenas. A sessão está marcada para a próxima quarta-feira, dia 10. Inicialmente, o caso seria analisado em plenário virtual entre 5 e 15 de dezembro, mas foi transferido para o formato presencial após um acordo entre os ministros.
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Esse tema é controverso, pois envolve interesses de diversos setores, incluindo grupos sociais, ambientalistas, indígenas e representantes do agronegócio, além de membros do Congresso Nacional. O julgamento ocorrerá também em meio a discussões sobre a exclusividade da Procuradoria-Geral da República (PGR) para protocolar pedidos de impeachment contra ministros do STF.
No julgamento, os ministros analisarão uma proposta elaborada por uma Comissão Especial da Corte, que se reuniu após 23 audiências. O texto em questão é um anteprojeto de lei que será submetido ao plenário do Supremo antes de ser enviado ao Congresso Nacional.
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A tese do marco temporal, que consta na Lei nº 14.701/2023, foi considerada inconstitucional pelo STF em setembro de 2023. Segundo essa lei, os povos indígenas teriam direito à demarcação de terras apenas se estivessem ocupando as áreas ou disputando-as na data da promulgação da Constituição de 1988.
Após a apresentação de diversas ações na Corte, tanto contrárias quanto favoráveis à lei, foi criada uma comissão especial para buscar um consenso sobre o assunto.
No formato virtual, os ministros registram seus votos e manifestações em uma plataforma dentro de um prazo estabelecido. Os votos são documentados por escrito, sem uma ordem de votação, exceto para o relator, que inicia o julgamento.
Em contraste, no julgamento presencial, as sessões ocorrem às quartas e quintas-feiras, das 14h às 18h. O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, inicia o julgamento, e o relator, neste caso o ministro Gilmar Mendes, apresenta o relatório. Após isso, são realizadas sustentações orais das partes envolvidas.
Após as sustentações, o relator vota, seguido pelos demais ministros, que votam na ordem do mais novo ao mais velho, com o presidente encerrando com seu voto.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.