STF condena Brazão e comparsas no crime! 🚀 Julgamento histórico de Marielle Franco e Anderson Gomes em 2026. Motivação política e retaliação expostas pelo STF. Ministro Moraes detalha a complexidade do caso e a influência do crime organizado. Clique e saiba mais!
Em julgamento finalizado em 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os cinco réus acusados pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O ministro Alexandre de Moraes, que presidiu o julgamento, considerou as provas como evidência de que os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão cometeram o crime como uma retaliação política. O magistrado destacou a complexidade do caso, que envolveu elementos de misoginia, racismo e discriminação contra Marielle Franco, uma ativista que denunciava a atuação de milicianos.
Marielle Franco, uma mulher negra e pobre que se opunha aos interesses de grupos criminosos, era vista como um obstáculo para os irmãos Brazão, que buscavam expandir seu poder e influência. A motivação do crime, segundo o ministro, estava ligada à infiltração do crime organizado na política institucional.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O ministro Moraes rebateu o argumento das defesas dos réus, que questionavam a relevância da delação premiada de Ronnie Lessa. Ele ressaltou que a declaração do delator corroborava diversas provas produzidas pela polícia durante as investigações.
Em contrapartida, o ministro não encontrou provas que confirmassem a participação do ex-chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, no homicídio. No entanto, identificou que Barbosa interferiu nas investigações e participou da destruição de provas na Delegacia de Homicídios.
O ministro Moraes concluiu que Rivaldo Barbosa não colaborou com a justiça, mas sim obstruiu o processo investigativo e cometeu corrupção passiva. Ele citou depoimentos que indicavam que Barbosa estava tentando “virar o canhão para o outro lado” para proteger os milicianos.
As investigações revelaram que o pagamento do crime seria feito com o uso de lotes de terras griladas em bairros controlados pela milícia na Zona Oeste do Rio de Janeiro, evidenciando a conexão entre a motivação do crime e a forma como ele foi executado.
O ministro Moraes apontou que os réus mantinham um vínculo estável e funcional com as milícias do Rio de Janeiro, atuando em atividades típicas de milicianos, como grilagem e extorsão. Ele também destacou a infiltração de milicianos nos órgãos estatais, como a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de defender os interesses das milícias.
O nome da assessora de Domingos Brazão na Alerj e TCE-RJ, Robson Calixto Fonseca, foi citado como exemplo da infiltração do crime organizado nos órgãos estatais, onde atuava para proteger os interesses das milícias.
Domingos Brazão e Chiquinho Brazão negaram qualquer participação no crime, alegando que a acusação é uma tentativa de encobrir outras pessoas. Rivaldo Barbosa argumentou que o STF não tinha competência para julgar o caso, pois ele não possui foro privilegiado.
Ronald Paulo Alves Pereira afirmou que o militar e Ronnie Lessa eram inimigos e que a Polícia Federal não conseguiu comprovar sua participação no crime. Robson Calixto Fonseca negou qualquer envolvimento com a milícia do Rio de Janeiro, sustentando que a acusação se baseia apenas no acordo de delação premiada com Ronnie Lessa.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.