STF adia para segundo semestre de 2026 julgamento sobre vínculo trabalhista de motoristas da Uber

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou para o segundo semestre de 2026 o julgamento que determinará a relação de trabalho entre motoristas de aplicativos e a Uber do Brasil. A decisão foi tomada na quarta-feira, 24 de maio, pelo ministro Edson Fachin, que preside a Corte e é relator do caso.
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O processo possui repercussão geral, significando que a decisão influenciará casos semelhantes em todo o sistema judiciário brasileiro.
Pedido de adiamento e novas diretrizes internacionais
O adiamento do julgamento ocorreu em resposta a solicitações do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Defensoria Pública da União (DPU), que requisitaram mais tempo para incluir um novo elemento no processo: a aprovação, realizada em 12 de junho, de uma convenção pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Essa convenção estabelece normas internacionais sobre o trabalho mediado por aplicativos e plataformas digitais. A proposta foi aprovada com uma expressiva maioria na 114ª Conferência Internacional do Trabalho, recebendo 406 votos favoráveis e apenas 8 contrários.
O MPT e a DPU sustentam que essa nova convenção tem relevância direta sobre os assuntos discutidos no STF, podendo impactar a definição do vínculo empregatício dos motoristas que atuam através da plataforma da Uber. Em sua decisão, Fachin acolheu os argumentos apresentados, estabelecendo um prazo de cinco dias para que a Uber e diversas entidades interessadas possam se manifestar sobre o novo fato introduzido no processo.
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Implicações do julgamento para o setor
A expectativa é que, com os prazos processuais a serem cumpridos e considerando o recesso do Judiciário em julho, o caso retorne à pauta apenas no segundo semestre deste ano. A decisão final terá um efeito vinculante, obrigando todos os processos similares em trâmite na Justiça do Trabalho a se adequarem ao entendimento estabelecido pelo STF.
A discussão sobre a “uberização” do trabalho vem ganhando cada vez mais destaque nas esferas jurídicas e sociais. Com o aumento da utilização de plataformas digitais para prestação de serviços, questões relacionadas aos direitos trabalhistas desses profissionais tornam-se urgentes.
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O resultado desse julgamento pode não apenas definir o futuro dos motoristas de aplicativo no Brasil, mas também servir como referência para outros setores que adotam modelos semelhantes.
Assim, aguarda-se com atenção a nova data marcada para o julgamento no STF, uma vez que as implicações dessa decisão poderão reverberar por todo o sistema judiciário brasileiro e influenciar as relações trabalhistas em um cenário onde as plataformas digitais estão cada vez mais presentes.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



