STF investiga esquema bilionário no Maranhão! Deputados Josimar e Gil sob suspeita de desvio de emendas. PGR acusa 8 envolvidos, incluindo João Bosco Costa. Saiba mais!
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal iniciou nesta terça-feira, 10 de julho de 2026, a análise de uma ação que acusa parlamentares de envolvimento em desvios de recursos de emendas parlamentares. A Procuradoria Geral da República (PGR) busca a responsabilização de oito indivíduos, incluindo os deputados federais Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, e o ex-parlamentar João Bosco Costa, por supostas vantagens indevidas obtidas com o direcionamento de verbas federais no Maranhão.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Segundo as acusações, o grupo cobrava um percentual de 25% sobre o valor das emendas destinadas ao município de São José de Ribamar (MA). Além dos nomes citados, outros cinco indivíduos – Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha – também são réus no processo.
As investigações revelaram que o grupo solicitou um montante de R$ 1,6 milhão para viabilizar o envio de R$ 6,6 milhões em recursos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Após a leitura do relatório pelo ministro relator e a audiência das alegações finais do Ministério Público Federal (MPF), juntamente com as sustentações orais dos advogados de defesa, o julgamento foi temporariamente suspenso. A retomada está prevista para a terça-feira, 17 de julho de 2026, com a participação dos ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e do presidente da Turma, o ministro Flávio Dino.
A Primeira Turma, composta por quatro ministros, passou por uma alteração recente devido à solicitação de migração do ministro Luiz Fux para a Segunda Turma, em razão da aposentadoria de Luis Roberto Barroso. O indicado para a vaga no STF ainda precisa ser sabatinado e aprovado pelo Senado Federal.
O subprocurador geral da República, Paulo Jacobina, enfatizou a necessidade de uma resposta firme para os responsáveis pelo caso, destacando a gravidade da situação. O Ministério Público Federal solicitou a condenação total pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa.
Jacobina ressaltou que os crimes são agravados pelo fato de envolverem verbas públicas destinadas a um estado com baixo índice de desenvolvimento humano, como o Maranhão, que em 2021 apresentava o IDH 0,676, segundo dados do IBGE.
O representante da PGR destacou que a conduta impacta negativamente o Sistema Único de Saúde, uma vez que as verbas eram destinadas à região com maior necessidade de recursos de saúde. “Além disso”, continuou Jacobina, “a conduta envolveu prejuízos ao Sistema Único de Saúde, uma vez que o intento criminoso estava relacionado à manipulação de verbas destinadas à saúde pública da região com maior necessidade de tais recursos ante as desigualdades regionais existentes no país”.
As defesas dos réus contestaram as acusações, alegando falta de provas, ausência de dolo e nulidades processuais. Eles também questionaram a competência do STF para julgar o caso, defendendo a legalidade das transações financeiras. Os advogados de Josimar Maranhãozinho classificaram as denúncias como “frágeis e sem fundamento”, enquanto a equipe de Pastor Gil questionou a legalidade das provas apresentadas, afirmando que as acusações se baseiam em “hipóteses e conjecturas”.
A defesa de Bosco Costa argumentou que as movimentações financeiras entre os réus se tratavam de empréstimos e de uma transação comercial relacionada à venda de gado.
Em uma sustentação oral, a defesa de Thalles Costa, filho do ex-deputado Bosco Costa, mencionou um pagamento de R$ 10 mil feito por Josimar Maranhãozinho a Thalles, relacionado à compra de sêmen bovino. Durante a sessão, o ministro Flávio Dino questionou a advogada sobre a existência de documentação relacionada a essa transação, e a advogada admitiu que a informação havia sido apresentada oralmente sem que os documentos fossem incluídos nos autos.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.