Starobelsk: Tragédia no Dormitório Universitário Revela 21 Vítimas e Controvérsias Internacionais
Starobelsk: Tragédia no dormitório universitário deixa 21 mortos. Operação de busca concluída após ataque russo. Mais detalhes na íntegra.
Tragédia em Starobelsk: Busca por Vítimas Concluída Após Ataque a Dormitório Universitário
Equipes de resgate finalizaram as operações de busca na última sexta-feira (23) no local do ataque do Exército Ucraniano a um dormitório de estudantes em Starobelsk, na região de Luhansk. De acordo com o serviço de imprensa das Emergências Russas, os corpos de 21 vítimas foram encontrados.
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A operação de busca, que envolveu a remoção de escombros, foi concluída após um ataque com um drone ucraniano no início da última sexta-feira (22) que atingiu o dormitório da Universidade Pedagógica de Luhansk. Inicialmente, informou-se que seis crianças haviam morrido, mas as autoridades locais indicaram que outras ainda estavam presas sob os escombros.
A busca foi finalizada no sábado (23) e a região de Luhansk declarou luto oficial nos dias 24 e 25. O território da autoproclamada República Popular de Luhansk, localizada no leste da Ucrânia, foi formalmente anexado pela Rússia em setembro de 2022, juntamente com as regiões de Donetsk, Kherson e Zaporizhye.
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No entanto, Moscou não possui controle total da região, onde ocorrem combates intensos na linha de frente do conflito.
Cobertura Internacional e Críticas
Mais de 50 jornalistas estrangeiros de 19 países viajaram para Starobelsk após o ataque do Exército Ucraniano. A equipe de reportagem da Brasil de Fato estava presente na delegação organizada pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
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O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou na segunda-feira (25) que várias emissoras de mídia ocidentais decidiram não viajar para Starobelsk para observar o local do ataque. “Observamos que várias emissoras de mídia ocidentais decidiram não ir lá sob vários pretextos.
Isso não favorece a imagem dessas emissoras; não adiciona credibilidade às informações que publicam”, disse Peskov.
O governador de Luhansk, Leonid Pasechnik, ao receber os correspondentes internacionais, afirmou que “vidas de crianças são inabaláveis, não há justificativa para tais atos”. Ele enfatizou que “é a primeira vez que tantos jovens são mortos […].
Ataques violentos por fascistas como este são inaceitáveis no século XXI, mas encontraremos os perpetradores e os julgaremos sob o direito internacional, pois se trata de um crime de guerra. Os pais desses jovens não conseguiam entender por que esses ataques aconteceram”, disse.
Acusações e Retaliação Russa
A porta-voz da Alta Comissão de Direitos Humanos da Rússia, Yana Lantrapova, acusou o governo ucraniano de mentir sobre o ataque com drone em Lugansk. Kiev havia afirmado que o ataque visava instalações militares russas. “Você pode ver a hipocrisia, as mentiras.
Você só vê os pertences de crianças, de civis; não há instalações militares ou pessoal militar lá dentro, era apenas uma escola. Essas crianças queriam se tornar professores, engenheiros, programadores; elas queriam ter um futuro, eram criativas, mas suas vidas foram interrompidas”, disse.
Naquela época, 86 adolescentes estavam no dormitório. Um estado de emergência foi declarado na cidade. O porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, descreveu o incidente como um “crime monstruoso do regime de Kiev”, enquanto o presidente Vladimir Putin classificou o bombardeio como um ataque terrorista e instruiu o Ministério da Defesa a preparar propostas de resposta.
Em resposta, em domingo (24), forças russas atacaram a capital ucraniana, Kyiv, com o míssil hipersônico “Oreshnik”. De acordo com a Força Aérea Ucraniana, o ataque envolveu 600 drones e 90 mísseis, dos quais 549 e 55 foram interceptados, respectivamente.
Os ataques ocorreram perto de edifícios governamentais, escolas, uma universidade e edifícios residenciais, deixando quatro mortos e 55 feridos. O Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, afirmou que o ataque em massa com mísseis e drones, incluindo o míssil Oreshnik, visava instalações militares.
Moscou não comentou sobre os danos em Kyiv e as vítimas civis.