St George avança em Araxá com nióbio e terras raras; o que isso significa para o projeto?
A St George avança em Araxá com resultados promissores na produção de nióbio e terras raras. Quais serão os impactos econômicos e os próximos passos do projeto?
Avanços da St George em Araxá: Nióbio e Terras Raras
A mineradora australiana St George progrediu nos estudos para a produção de nióbio e terras raras no projeto Araxá, localizado em Minas Gerais. Testes metalúrgicos iniciais mostraram que o minério encontrado próximo à superfície pode ser beneficiado, resultando em concentrados separados dos dois minerais essenciais.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O destaque foi a produção de um concentrado com até 40,2% de óxido de nióbio. Em um teste adicional, a empresa alcançou um teor de 39,6%, com uma recuperação de 54,3% do nióbio presente no minério.
De acordo com a St George, os resultados obtidos são comparáveis aos de operações comerciais que processam mineralizações semelhantes às de Araxá. Normalmente, as taxas de recuperação nesse tipo de depósito variam entre 40% e 60%. Os testes também sugeriram a viabilidade de recuperar terras raras durante o processamento do nióbio, com a companhia produzindo uma corrente concentrada que apresentou 15,7% de óxidos totais de terras raras, obtida a partir dos rejeitos da flotação do nióbio.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Estratégia e Resultados Promissores
Esse resultado reforça a estratégia da St George de utilizar o mesmo minério para gerar dois produtos comerciais, minimizando perdas e ampliando o potencial econômico do projeto. “Os resultados iniciais da flotação são muito promissores para nossa estratégia de produção de duas commodities, pois sustentam o potencial de produzir produtos comerciais de nióbio e terras raras a partir da mineralização de Araxá.
Isso representa um marco importante para o projeto”, afirmou John Prineas, presidente-executivo da St George Mining.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Embora os avanços sejam significativos, os resultados ainda são preliminares. Os testes foram realizados em circuito aberto e não refletem completamente o funcionamento de uma planta industrial, que reaproveita materiais intermediários para aumentar a recuperação dos minerais.
Novos testes estão em andamento para elevar os teores e as taxas de recuperação.
Próximos Passos e Estudos em Andamento
A empresa também planeja avaliar alternativas para remover impurezas do concentrado de nióbio e produzir ferronióbio, uma liga que aumenta a resistência do aço. Os estudos foram conduzidos pelo CIT-SENAI, em Belo Horizonte, utilizando aproximadamente cinco toneladas de minério retiradas de uma área próxima à superfície.
Leia também
A amostra apresentou teores médios de 0,69% de óxido de nióbio e 9,29% de óxidos totais de terras raras, representando o minério que poderá ser extraído nos primeiros anos de uma eventual operação comercial.
Em julho, o CIT-SENAI realizará um estudo de um mês em planta-piloto para testar a flotação do nióbio. Uma estrutura maior, com capacidade para processar até 300 quilos por hora, deverá iniciar operações até o final de 2026. O projeto Araxá, situado ao lado das operações da CBMM, a maior produtora mundial de nióbio, possui recursos minerais estimados em 70,91 milhões de toneladas, com teor médio de 4,06% de óxidos totais de terras raras e 0,62% de óxido de nióbio.
O projeto, ainda em fase de desenvolvimento, está sendo monitorado de perto por empresas e governos estrangeiros. A St George precisa concluir estudos metalúrgicos, econômicos e de engenharia antes de decidir sobre a construção da mina.