SP 500 e Nasdaq registram altas de 15% e 21% desde março, apesar de quedas em junho

Os mercados têm enfrentado um período conturbado nos últimos meses, marcado por uma disrupção na indústria petrolífera, inflação crescente e preocupações em relação à inteligência artificial. Apesar disso, as ações americanas continuam sendo negociadas próximas a máximas históricas.
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Desde o final de março, o SP 500 e o Nasdaq apresentaram altas de cerca de 15% e 21%, respectivamente, recuperando – se de quedas anteriores e registrando o melhor trimestre em seis anos. Até agora, o SP 500 e o Nasdaq acumulam ganhos de 9,55% e 12,79% neste ano.
O SP 500 já alcançou 24 recordes históricos em 2026 e está a apenas 1,5% de atingir mais um. Por sua vez, o Nasdaq também se destacou, com 20 recordes históricos e a apenas 3,3% de alcançar outro marco. Contudo, em junho, o índice SP 500 interrompeu uma sequência de dois meses de ganhos ao cair cerca de 1%.
Investidores estão apreensivos com os excessos gerados pela alta impulsionada pela inteligência artificial.
Desempenho das empresas de tecnologia
O Nasdaq teve um desempenho ainda mais negativo no mesmo mês, recuando 2,8%. O foco dos investidores está em como as grandes empresas de tecnologia irão capitalizar sobre os aumentos nos gastos com infraestrutura relacionados ao boom da IA. Em junho, a Microsoft viu suas ações caírem 17%, marcando seu pior mês desde o ano de 2000, quando ocorreu a bolha da internet.
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A Oracle também enfrentou dificuldades significativas, com uma queda de 35%, a maior desde 1990.
Ainda assim, apesar dessas quedas acentuadas em junho, tanto o SP 500 quanto o Nasdaq conseguiram registrar os melhores desempenhos trimestrais desde 2020. O aumento nas ações das empresas de semicondutores e chips de memória ajudou a impulsionar o mercado em meio à volatilidade crescente.
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Um índice que acompanha as ações desse setor subiu quase 88% desde março, atingindo o melhor desempenho trimestral já registrado desde que começaram as medições pela Fact Set em 1994.
Movimentações do Dow Jones
No mesmo período, o Dow Jones apresentou um aumento de 2,5% em junho. Isso se deve ao movimento dos investidores que migraram do setor tecnológico para setores como financeiro, saúde e industrial, onde o Dow tem maior exposição. Desde março, esse índice acumula uma alta próxima a 13%, marcando seu melhor trimestre desde 2022.
No total deste ano até agora, o Dow Jones subiu 8,85% e está sendo negociado em níveis recordes.
Até agora em 2026, o índice atingiu impressionantes 19 recordes históricos; sete deles foram registrados somente em junho. Comparando com o mesmo período do ano passado, quando o SP 500 havia avançado apenas 5,5%, ainda se recuperando das tarifas alfandegárias daquele momento.
No entanto, no acumulado do ano passado esse índice conseguiu ganhos totais de até 16%. Nos anos anteriores (2024 e 2023), os ganhos do SP foram de respectivamente 23% e 24% ao longo do ano.
Expectativas futuras
Os analistas da Wall Street continuam otimistas sobre os próximos passos do mercado. Em junho deste ano, o Barclays elevou sua meta para o SP 500 no final do ano para impressionantes 7.800 pontos; isso representa um ganho estimado de cerca de 4% nos próximos seis meses.
Entretanto, os especialistas estão alertas aos riscos potenciais que podem surgir devido às preocupações sobre uma bolha relacionada à inteligência artificial.
A próxima temporada de resultados trimestrais promete trazer mais informações sobre os planos financeiros das empresas. Além disso, decisões do Federal Reserve sobre taxas de juros também são aguardadas com expectativa pelos investidores. Alguns deles demonstram cautela quanto a uma possível correção após um trimestre tão forte.
David Laut, CEO da Kerux Financial, declarou estar se preparando para uma possível queda entre 10% a 20% no mercado acionário e está monitorando sua exposição às ações tecnológicas. “Acreditamos que a volatilidade observada até agora em junho é apenas a ponta do iceberg”, comentou Laut em nota recente.
Já José Rasco, diretor de investimentos do HSBC Private Bank para as Américas, ressaltou que embora a volatilidade possa persistir no curto prazo, ele permanece otimista devido ao cenário favorável para os resultados corporativos.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



