Sony encerra produção física de discos até janeiro de 2028
Sony abandona produção física de jogos eletrônicos com corte para janeiro de 2028, impactando tendências globais e consolidando posição única da Nintendo.
A Sony anunciou oficialmente seu plano para cessar a produção de discos físicos até janeiro de 2028. A partir dessa data limite, todos os lançamentos serão exclusivamente digitais na plataforma.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Essa decisão gerou grande repercussão no setor; contudo, analistas apontam que ela dificilmente alterará as estratégias da Nintendo durante esta geração.
O declínio do mercado físico
Mat Piscatella, diretor sênior e consultor da indústria de videogames pela Circana Research, analisou o anúncio feito à equipe Video Games Chronicle. Para ele, mesmo com um timing surpreendente para a divulgação, era uma mudança inevitável em longo prazo.
“Era inevitável que isso acontecesse algum dia”, afirmou piscatella ao comentar sobre os eventos ocorridos neste ano de 2026. “Eu não achava que um anuncio viria hoje, mas ei, é 2026 e as coisas simplesmente acontece sempre”.
Tendência do varejo nos EUA
O analista contextualizou o movimento da Sony dentro de uma tendência mais ampla no mercado global dos jogos eletrônicos. Segundo ele, há anos se observa a queda nas vendas de títulos físicos novos desde o final dos anos 90.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Piscatella citou dados referentes ao market norte – americano para os últimos 12 meses encerrados em maio. Ele observou que houve um leve crescimento recente impulsionado pelo Nintendo Switch 2 na área física; porém, esse fôlego não deve ser sustentável por muito tempo.
A posição única e futura da Nintendo
Com tanto gigantes como Microsoft trabalhando ativamente numa solução migratória sem mídia fisica — além do movimento anunciado pela Sony —, apenas a Nintendo permaneceria até o fim do ciclo de vida do próprio console produzindo mídias físicas.
Leia também
O consultor Mat Piscatella acredita firmemente que essa pressão mercadológica jamais mudará os planos internos dos donos nipônicos. “Meu instinto diz que a Nintendo faz o que quer fazer”, declarou ele sobre possíveis mudanças estratégicas, reforçando: “a chance é grande ela não mudar nada em seus projetos por causa das ações da Sony ou da Microsoft”.
Fim simbólico e impacto no varejo
Piscatella ressaltou ainda como as lojas de comércio eletrônico já vinham se aproximando cada vez mais do ecossistema Nintendo nos últimos anos; uma tendência esperada para intensificar com domínio total nas prateleiras pelo Switch 2.
“Tudo isso vai resultar numa mudança muito psicológica. A alteração mercadológica até que aconteceu”, afirmou o analista, considerando este anúncio um marco simbolizando a conclusão de certa era na indústria dos videogames. Embora ele tenha ponderado que caixas não desaparecerão totalmente das gôndolas — sendo substituídas por códigos ou edições especiais —, Piscatella previu impacto negativo no varejo especializado em jogos físicos tanto no médio quanto no longo prazo.