Sonia Sotomayor revela ter recebido US 4.333 em ingressos da Rimas Entertainment para show de Bad

Sonia Sotomayor revela recebimento de ingressos da Rimas Entertainment, gerando questionamentos sobre a transparência em suas declarações financeiras.

Bad Bunny citou o Brasil e os demais países da América Latina durante show no Super Bowl

A juíza Sonia Sotomayor, da Suprema Corte dos Estados Unidos, declarou ter recebido mais de US 4.000 (R 20 mil) em ingressos da gravadora Rimas Entertainment, ligada ao cantor Bad Bunny. Essa informação foi divulgada em um relatório de transparência financeira nesta segunda – feira (29.

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Sotomayor, que faz parte da ala liberal do tribunal, informou ter recebido US 4.333 para assistir a um show durante uma viagem particular a Porto Rico em agosto de 2025.

No período mencionado, Bad Bunny estava realizando uma residência artística na ilha. Essa revelação se destaca entre outras informações notáveis contidas nos relatórios anuais dos ministros da Suprema Corte e de membros do Judiciário, que foram tornados públicos nesta data.

Os ministros somaram mais de US 2 milhões (R 10 milhões) em declarações referentes a pagamentos por livros e viagens pelo país para promovê – los.

Falta de detalhes nos relatórios

Apesar das informações reveladas, o relatório de Sotomayor não menciona explicitamente o motivo ou as condições em que os ingressos foram recebidos. Um porta – voz da Suprema Corte não respondeu aos questionamentos sobre essa declaração específica.

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Além disso, outros juízes também apresentaram suas receitas relacionadas a publicações. A juíza Ketanji Brown Jackson declarou US 1,2 milhão (R 6,23 milhões) em adiantamentos por um livro publicado pela Penguin Random House, enquanto continua sua turnê pelo país para promover seu livro de memórias, “Lovely One”, lançado em 2024.

Receitas e viagens dos juízes

A juíza Amy Coney Barrett, indicada pelo ex – presidente Donald Trump, reportou quase US850.000 (R 4,4 milhões) recebidos do Javelin Group por seu primeiro livro intitulado “Listening to the Law”, publicado no ano passado. O juiz Neil Gorsuch também teve destaque ao relatar US300 mil (R 1,5 milhão) em direitos autorais provenientes de um livro infantil que escreveu sobre a Declaração de Independência.

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Os magistrados da Suprema Corte americana com salários superiores a US300.000 anuais têm restrições quanto à aceitação de rendimentos externos acima de aproximadamente US 30.000 (R 155 mil) por ano; no entanto, as receitas relacionadas a livros estão isentas dessa regra.

Essa isenção acaba incentivando os nove juízes a escreverem sobre temas diversos além das suas opiniões judiciais.

O juiz Samuel Alito pediu mais tempo para apresentar seu relatório anual, um hábito que ele mantém ao longo dos anos. Os ministros também relataram diversas viagens realizadas tanto no exterior quanto dentro dos Estados Unidos. Barrett mencionou uma viagem a Londres no outono passado para participar de um “workshop de teoria jurídica” financiado pela Faculdade de Direito da Universidade de Notre Dame.

Enquanto isso, Gorsuch esteve em Praga em julho para um “programa educacional” patrocinado pela Universidade George Mason.