Solinftech projeta faturamento de R$ 500 milhões em 2026 com inovações no agronegócio

A Solinftech projeta faturamento superior a R$ 500 milhões em 2026, impulsionada por inovações em robótica autônoma e soluções para o produtor rural.

05/05/2026 03:31

3 min

Solinftech projeta faturamento de R$ 500 milhões em 2026 com inovações no agronegócio
(Imagem de reprodução da internet).

Solinftech projeta faturamento superior a R$ 500 milhões em 2026

A Solinftech espera alcançar um faturamento superior a R$ 500 milhões em 2026, impulsionada pelo crescimento de sua plataforma digital e pela expansão em novas áreas, como robótica autônoma e modelos de financiamento voltados para o produtor rural.

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A empresa fundamenta sua trajetória em dois negócios que se encontram em estágios diferentes. A plataforma tecnológica, em funcionamento desde 2007, é responsável pela geração atual de receita e rentabilidade.

A divisão de robôs autônomos é vista como a principal aposta para crescimento adicional, inserida no contexto da inteligência artificial física, onde sistemas tomam decisões diretamente no campo. De acordo com o diretor financeiro, Murilo Toneta, a operação consolidada apresenta um crescimento anual entre 10% e 20%, mantendo margens e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) estáveis.

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A nova frente de robôs tende a impulsionar a expansão para níveis mais altos à medida que ganha escala.

Desafios e estratégias para o setor agrícola

O plano de expansão da Solinftech ocorre em um cenário de maior restrição no setor agrícola, caracterizado por margens reduzidas e uma menor disposição para investimentos por parte dos produtores. A empresa destaca que o ambiente de preços das commodities influencia diretamente as decisões de investimento dos agricultores.

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Em situações de preços baixos, há uma tendência de cautela na adoção de novas tecnologias e uma necessidade de estruturas de financiamento mais flexíveis.

Foco em produtores médios e pequenos

A Solinftech tem direcionado sua estratégia comercial para atender produtores médios e pequenos, especialmente nas regiões do Paraná e Rio Grande do Sul, focando em culturas como soja, milho e algodão. Além disso, a empresa tem ampliado o uso de instrumentos já conhecidos no agronegócio, como barter e CPR, adaptando esses modelos para a contratação de tecnologia.

O COO, Emerson Crepaldi, ressaltou que a empresa está trabalhando com diferentes estruturas de pagamento, incluindo parcelamentos mais longos e períodos de carência, além de ajustes de fluxo de caixa pós-colheita, buscando atender às diversas realidades dos produtores. “Somos muito flexíveis para atender diferentes perfis de produtor e manter o crescimento estratégico”, afirmou o COO.

Modelo de atuação e diversificação

A Solinftech também destaca que seu modelo de atuação visa reduzir a exposição direta aos ciclos de commodities, através da diversificação de culturas e da estruturação dos contratos com os clientes. Segundo Toneta, essa abordagem permite uma certa estabilidade mesmo em anos desafiadores, possibilitando a renovação ou ajuste de contratos ao longo do ciclo produtivo.

A empresa acredita que essa estrutura ajuda a mitigar a volatilidade típica do setor agrícola, embora reconheça que o comportamento de investimento dos produtores continua a ser sensível às condições de mercado.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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