Soja e milho em queda na Bolsa de Chicago: chuvas e incertezas pressionam preços

Preços Futuros da Soja em Queda na Bolsa de Chicago
Os preços futuros da soja encerraram a sessão desta segunda-feira (01) com uma queda de 0,51% na Bolsa de Chicago. O contrato com entrega em julho foi cotado a US$ 11,8075 por bushel. Segundo a Granar, o mercado foi pressionado principalmente pelas condições nas regiões produtoras dos Estados Unidos.
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Há previsões de chuvas regulares ao longo da semana nas principais áreas de soja e milho, o que deve garantir níveis adequados de umidade do solo, beneficiando as etapas finais do plantio e diminuindo preocupações.
A ausência de novidades sobre as questões pendentes e a redução nos embarques semanais dos Estados Unidos em comparação à semana anterior também contribuíram para a pressão negativa no mercado.
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Desempenho do Milho na Bolsa de Chicago
O contrato futuro de milho para entrega em julho fechou a sessão com uma queda de 0,62%, sendo cotado a US$ 4,4400 por bushel. A Granar informou que a pressão sobre os preços ocorreu devido às previsões de chuvas que devem concentrar os maiores volumes na região central das Grandes Planícies dos Estados Unidos, uma área crucial para o desenvolvimento da safra.
Esse cenário reforça as expectativas de melhora na umidade do solo, especialmente com a safra 2026/2027 se aproximando do fim do ciclo de plantio.
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Além disso, o mercado reagiu à falta de informações atualizadas sobre as medidas anunciadas pela Casa Branca, aumentando a cautela entre os investidores. A incerteza em torno da aprovação no Senado norte-americano de um projeto de lei que permitiria a venda do combustível E-15 durante todo o ano também foi um fator de pressão.
Trigo e Exportações na Bolsa de Chicago
Na Bolsa de Chicago, o contrato de trigo para entrega em julho teve uma queda de 0,29%, sendo cotado a US$ 6,0875 por bushel. O mercado acompanhou a divulgação do relatório de inspeções de exportação desta segunda-feira (01), que revelou embarques semanais de 402.346 toneladas de trigo no período encerrado em 28/05.
Esse volume representa um aumento de 5,94% em relação à semana anterior, mas uma queda de 27,2% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Entre os principais destinos dos embarques, o México liderou com 95.502 toneladas, seguido pela Coreia do Sul, com 85.802 toneladas, e pelas Filipinas, com 71.335 toneladas. No acumulado do ano comercial, os embarques totalizam 23,893 milhões de toneladas, um aumento de 9,27% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, indicando um ritmo ainda positivo nas exportações, apesar da perda de força na comparação semanal.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



