Sindmetrô acusa Metrô-DF de negligência e falta de investimentos! Sindicato denuncia sobrecarga e condições de trabalho precárias. Crise de mão de obra exposta!
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (Sindmetrô) promoveu nesta terça-feira (24) uma assembleia extraordinária para discutir uma importante questão. A reunião visa analisar a contraproposta apresentada pelo Metrô-DF em relação à data-base intermediária do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2027, que foi formalizada em novembro do ano passado.
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No entanto, a empresa ainda não divulgou oficialmente a contraproposta, gerando preocupação entre os trabalhadores.
De acordo com um comunicado do sindicato, o SindMetrô-DF enviou suas reivindicações em novembro, antecipando-se ao prazo solicitado pela companhia. A ausência de resposta do governo, até o momento, tem levado a categoria a um estado de alerta, considerando a importância da data-base para a negociação de melhores condições de trabalho.
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A situação também se relaciona com a necessidade de novas contratações na empresa.
O sindicato ressalta que a situação atual é agravada pela falta de pessoal. O último processo seletivo para a contratação de funcionários ocorreu em 2013, oferecendo 232 vagas. Em 2018, o Metrô-DF operava com 24 estações e 1.300 empregados. Atualmente, a empresa conta com 27 estações e pouco mais de 1.100 trabalhadores.
Essa defasagem, segundo a organização sindical, sobrecarrega os funcionários e compromete a segurança dos usuários e dos próprios trabalhadores.
Além da sobrecarga de trabalho, o Sindmetrô-DF denuncia práticas irregulares por parte do Metrô-DF. A empresa tem convocado funcionários para trabalhar em dias de folga, feriados e outros eventos, sem o devido pagamento pelos dias trabalhados. A compensação é realizada por meio de folgas, mesmo sem a existência de um acordo que institua banco de horas.
Muitas vezes, as folgas não podem ser utilizadas devido à falta de funcionários, agravando ainda mais a situação.
Atualmente, o metrô é responsável pela mobilidade de aproximadamente 170 mil usuários diariamente. Diante desse cenário, a categoria pressiona o Governo do Distrito Federal, liderado por Ibaneis Rocha e Celina Leão, para valorizar o trabalho dos metroviários.
A falta de investimentos na infraestrutura do sistema, como a redução do número de trens em circulação (de 32 em 2018 para cerca de 17 atualmente), também é apontada como um fator crítico.
A reportagem do Brasil de Fato DF tentou obter posicionamento do Metrô-DF, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.