Simefre e Abifer alertam: China domina licitações ferroviárias! Indústria nacional em crise e perde contratos importantes com Vale, Metrô e Minas Gerais. Urgente: governo precisa agir!
Após uma série de derrotas em licitações para empresas chinesas, a indústria ferroviária brasileira intensificou sua pressão sobre o governo. O Simefre e a Abifer, em um manifesto divulgado na segunda-feira, 16, expressaram preocupação com a crescente participação de fornecedores estrangeiros, especialmente da China, em projetos de infraestrutura ferroviária e metroferroviária.
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As entidades apontam que a situação atual é desigual, com a possibilidade de a participação estrangeira se ampliar em futuros projetos. A indústria nacional tem perdido contratos importantes nos últimos anos, incluindo fornecimento de trens para Belo Horizonte, composições para o Metrô de São Paulo e veículos para a Vale, além de projetos relacionados ao Trem Intercidades (TIC).
A situação se agrava com o fato de trens chineses terem sido estacionados em estações sem operação, gerando ainda mais questionamentos sobre a competitividade da indústria local.
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O setor ferroviário ressalta que essas decisões têm um impacto direto na cadeia produtiva, resultando em perda de empregos e na diminuição da capacidade industrial do país. Há uma transferência de produção, tecnologia e renda para o exterior, impulsionada por fatores como diferenças tributárias favoráveis a empresas estrangeiras e o uso do pregão eletrônico reverso em licitações complexas.
Além disso, as entidades criticam a adoção do pregão reverso em licitações de alta complexidade técnica, bem como a ausência de uma política industrial estruturada para o setor ferroviário. Essa falta de planejamento, segundo as entidades, compromete investimentos de longo prazo, a inovação e a formação de mão de obra especializada.
Para reverter essa situação, o Simefre e a Abifer defendem a adoção de medidas de proteção, como instrumentos antidumping e a exigência de produção local por empresas estrangeiras que desejam participar de contratos no Brasil. A ideia é alinhar o modelo brasileiro com práticas adotadas em outros países, onde a participação de fabricantes é condicionada à instalação de unidades produtivas locais.
A crescente dependência de fornecedores estrangeiros também levanta preocupações operacionais, especialmente em relação à manutenção, fornecimento de peças e suporte técnico em contratos de longo prazo. O setor busca garantir a segurança e a eficiência dos sistemas ferroviários, buscando soluções que garantam a continuidade dos serviços.
Com a retomada de projetos ferroviários e metroviários nos próximos anos, a forma como essas concorrências serão conduzidas se torna crucial para o futuro da indústria ferroviária nacional. A indústria espera que novos editais sejam elaborados com foco na promoção da produção local e na garantia de um ambiente de negócios mais equilibrado e competitivo.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.